Publicidade

Cuiabá, Segunda-feira 30/11/2020

Cidades - A | + A

ESTADO PAROU DE FORNECER 18.10.2020 | 09h21

Sem remédio de R$ 9 mil, idoso sofre com piora de câncer

Facebook Print google plus

OTMAR DE OLIVEIRA

OTMAR DE OLIVEIRA

Lutando há cerca de dois anos contra um câncer de próstata, José Brito de Almeida, 69 anos, viu sua condição médica se agravar após a suspensão no fornecimento de seu medicamento pelo Estado. Orçado em R$ 9 mil a caixa, o remédio era um dos principais agentes que possibilitavam uma estabilidade no quadro clínico do idoso, que hoje está há dois meses sem fazer uso do fármaco.

 

Ao portal , o filho do idoso, José Ricardo, contou que a suspensão no fornecimento do remédio começou recentemente, no período de pandemia. A entrega dos fármacos foi feita até o mês de junho, provendo estoque do remédio para seo José Brito até o dia dois de agosto, quando a medicação acabou.

 

Leia também - Conheça as propostas dos candidatos para a saúde de Cuiabá

 

José Ricardo conta que não consegue afirmar se a piora no quadro clínico do pai se deve realmente à paralisação no uso do medicamento. Porém, vê a situação como um sinal de que o remédio está fazendo falta no organismo do idoso. Diante da situação, a família acionou a Defensoria Pública, mas o processo de avaliação do caso estaria parado sem análise da Procuradoria Geral do Estado (PGE).

 

Responsável por buscar o medicamento do pai na farmácia autorizada durante este período de tratamento, José Ricardo conta que o caso de seo José Brito não é uma situação isolada. "São situações muito recorrentes e com várias pessoas pelo que vejo nesses dois anos indo na farmácia. Tem casos que são até mais sensíveis que o do meu pai, tem gente que morre", conta.

 

Ele disse ainda que a Abiraterona, fármaco do qual seu pai necessita, é vendida em caixa com 120 cápsulas. O preço do medicamento pode variar substancialmente dependendo da empresa, mas os valores são sempre fora do orçamento da família - uma vez que o idoso é aposentado rural.

 

Na rede privada, o medicamento pode custar até R$ 9,2 mil, conforme última verificação feita. Contudo, na licitação do Estado, as empresas concorrentes ofereceram a medicação por valores que variavam de R$ 5,5 mil a R$ 8,5 mil. No mês de julho, quando seo José Brito parou de receber o remédio, a família cogitou comprar uma caixa de Abiraterona, mas estava em falta na maioria das distribuidoras e as que ofereciam o produto sem previsão de prazo de entrega o vendiam por mais de R$ 20 mil.

 

Hoje, os familiares do idoso aguardam a análise da PGE em relação aos três pedidos feitos pela Defensoria Pública sobre a demanda pelos remédios. Paralelamente, a família desembolsa cerca de R$ 2 mil com outros medicamentos e insumos necessários ao tratamento constante do idoso.

Voltar Imprimir

Publicidade

Comentários

Enquete

Com o resultado da eleição, você acredita em uma Cuiabá melhor a partir de 2021

Parcial

Edição digital

Segunda-feira, 30/11/2020

imagem
imagem
imagem
imagem
imagem

Publicidade

btn-4

Indicadores

Milho Disponível R$ 61,50 -0,81%

Algodão R$ 126,42 0,73%

Boi à vista R$ 252,95 0,03%

Soja Disponível R$ 160,00 0,63%

Publicidade

Classi fácil
btn-loja-virtual

Publicidade

Mais lidas

Publicidade

O Grupo Gazeta reúne veículos de comunicação em Mato Grosso. Foi fundado em 1990 com o lançamento de A Gazeta, jornal de maior circulação e influência no Estado. Integram o Grupo as emissoras Gazeta FM, FM Alta Floresta, FM Barra do Garças, FM Poxoréu, Cultura FM, Vila Real FM, TV Vila Real 10.1, TV Pantanal 22.1, o Instituto de Pesquisa Gazeta Dados, Gráfica Millenium e o Portal Gazeta Digital.

Copyright© 2020 - Gazeta Digital - Todos os direitos reservados Logo Trinix Internet

É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a devida citação da fonte.