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homenagem 16.05.2020 | 09h58

Sem superpoderes, mas com muito orgulho: heróis da limpeza celebram o Dia do Gari

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Davi Valle

Davi Valle

Eles percorrem quilômetros em pouco tempo, assim como o Flash. Levantam quilos e quilos, como se tivessem a força do Incrível Hulk. E, nas batalhas diárias, estão sempre na linha de frente em prol da população, assim como os Vingadores ou a Liga da Justiça. Sem capas, mas com luvas, botas e máscaras, nossos heróis da limpeza pública mantém em dia um serviço essencial para a saúde pública, mesmo diante de uma pandemia capaz de assustar os seres mais poderosos do universo dos quadrinhos.

 

Em Cuiabá, esse grupo é formado por mais de 650 trabalhadores que, logo nas primeiras horas do dia, deixam sua base de operação para cumprir a missão lhes dada. Desse total, cerca de 250 atuam diretamente no recolhimento do lixo produzido em todas as residências cuiabanas. Já os outros 400 são os responsáveis por realizar a limpeza urbana das vias, canteiros, praças, parques e de outros espaços públicos. Neste sábado (16), todos eles comemoram o Dia do Gari.

 

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Uma dessas super-heroínas é Dinalva de Souza Ferreira, de 48 anos. Enquanto muitos ainda estão acordando, logo às 6h, a moradora do bairro Jardim União já registrou seu ponto de entrada e partiu para a Praça da Igreja Nossa Senhora da Boa Morte, onde atua durante todo o dia. No seu combate, ela não usa nenhum dos equipamentos criados pela avançada tecnologia de Wakanda. É com um simples carrinho, uma pá e uma vassoura que Dinalva enfrenta e vence suas lutas do dia a dia.

 

Ao longo da jornada, o grande arqui-inimigo de Dinalva e seus companheiros é o lixo despejado fora das lixeiras. No entanto, nos quatro anos em que desempenha a função, ela teve também que aprender a lidar com desafios indigestos como os olhares desconfiados e a falta de educação de algumas pessoas. Nenhum desses percalços, porém, é capaz de tirar a pureza do coração da servidora. Ao ser perguntada, por exemplo, qual superpoder gostaria de ter, Dinalva é enfática na resposta: “o poder de tornar o mundo um lugar melhor para todos”.

 

“É um trabalho digno e me orgulho muito dele. De alguma forma, nós contribuirmos para melhorar a cidade. E, se não limparmos, quem vai? Muitos não tem essa coragem! Na nossa rotina, por conta do nosso jeito simples, às vezes, as pessoas nos tratam com indiferença e acham que temos que aceitar tudo. Mas isso não me desanima e é por isso que, se tivesse um poder, queria melhorar o mundo, a educação, fazer com que as pessoas fossem mais unidas e valorizassem nosso trabalho”, relata a trabalhadora.

 

Outro herói que também não possui nenhum superpoder, mas carrega consigo o orgulho de, há nove anos, colaborar com a limpeza da cidade, é o servidor Osmano dos Santos Ferreira, de 46 anos. Morador do bairro Osmar Cabral, o trabalhador tem uma rotina semelhante a da Dinalva. Muito antes dos estabelecimentos comerciais abrirem suas portas, Osmano já está com todas as suas ferramentas em mãos, travando sua batalha no Calçadão da Ricardo Franco, no Centro Histórico de Cuiabá.

 

“Eu posso dizer com toda a certeza que, realmente, amo o que eu faço. Apesar de todas dificuldades que enfrentamos, é um serviço que me deixa honrado. É muito bom chegar no fim do dia e enxergar como consegui melhorar a vida das pessoas com o meu trabalho. Antes, trabalhava como pintor, mas, por causa de um problema de saúde, tive que parar. Nesse serviço de limpeza, tenho a oportunidade de continuar e é por isso que estou a tanto tempo na função. Me sinto orgulhoso disso”, argumenta o operário.


Agracedimento

Ciente da importância do serviço prestados por esses trabalhadores para o desenvolvimento sustentável, para a saúde pública e para a preservação do meio ambiente, o prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro reforça seu agradecimento a classe. Segundo o gestor, a sociedade é constituída de uma série de heróis anônimos que, por muitas vezes, passam despercebidos diante dos olhos da população.

 

“Os garis, tanto os que fazem a coleta de lixo quanto os que atuar nas outras atividades de zeladoria da cidade, se encaixam perfeitamente nessa descrição. Eles enfrentam tudo para deixar a cidade limpa, para evitar que o lixo vá para o Rio Cuiabá e outros patrimônios ambientais. Imaginem a quantidade de lixo que seria acumulada nas vias, praças e canteiros, se não fosse pelo suor derramado por cada um deles. Imaginem também o tanto de pessoas que adoeceriam em virtude disso. Sem essa classe, a cidade seria um caos”, pontua Pinheiro.

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