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22.06.2007 | 03h00

Sidinon e sua mulher condenados a 27 anos de prisão

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O traficante Sidinon Simão de Lima foi condenado ontem, pela Justiça Federal, a 18 anos de reclusão por tráfico internacional de drogas. Sua esposa, Joana Batista Moraes de Lima,foi condenada a nove anos e quatro meses e César Salvador de Lima, acusado de ser o principal transportador de drogas da quadrilha comandada por Sidinon, a quatro anos de reclusão. A condenação de Joana e César foi feita no início do mês, em processo separado do traficante, mas os três foram sentenciados pelo juiz da 3ª Vara Federal, Alaor Piacini.

De acordo com a denúncia do Ministério Público Federal, os três participam de uma quadrilha destinada ao tráfico internacional de drogas, principalmente de cocaína trazida da Bolívia e distribuída para vários estados. Sidinon é apontado como o líder e financiador da quadrilha, sendo quem custeia a atividade criminosa, investindo e reinvestindo seu capital na compra e venda das drogas. Além disso, seria de Sidinon a responsabilidade de contratação das "mulas" (pessoas que fazem o transporte).

A esposa de Sidinon é apontada como o seu "braço direito", auxiliando-o no acondicionamento e armazenamento do produto ilícito na residência do casal, localizada em uma chácara em Chapada dos Guimarães. Além disso, o MPF afirma que ela atuava como um secretária da quadrilha, além de emprestar sua conta bancária para movimentações do crime.

César é apontando como o principal transportar das drogas, já tendo levado cocaína para Minas Gerais e Ceará, entre outros estados.

As investigações da Polícia Federal contra Sidinon tiveram início há mais de dois anos. Em novembro do ano passado ele conseguiu fugir durante uma operação da PF em sua residência. Sidinon só foi preso no dia 13 de fevereiro na periferia de Goiânia (GO) e recambiado para Mato Grosso no dia seguinte. Hoje ele está preso no Raio 5 do Pascoal Ramos, onde ficam os presos considerados de maior periculosidade no Estado. Ele foi transferido para este Raio no final de abril, depois que foi descoberta uma tentativa de fuga do traficante.

Na Justiça estadual Sidinon e sua mulher já sofreram outras condenações. Em 1999, foram apreendidos 153 Kg de cocaína na fazenda de Sidinon em Chapada e ele foi condenado a 17 anos de prisão por tráfico de drogas e ficou em liberdade condicional até maio do ano passado. No Tribunal de Justiça de Mato Grosso, ele conseguiu reduzir a pena para 12 anos e se beneficiou do tempo que esteve atrás das grades.

Já a mulher dele, Joana Batista, foi condenada em primeira instância a 11 anos de reclusão, também por tráfico, mas foi absolvida pelo TJ. Além de Mato Grosso, Sidinon também respondeu inquérito em São Paulo, onde foi encontrado com 100 quilos de cocaína, mas foi absolvido em julgamento.

A PF ainda investiga Sidinon pelo crime de lavagem de dinheiro, no qual novas pessoas ligadas ao traficante podem ser identificadas.

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