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histórico 19.01.2020 | 17h57

Símbolo de modernização em MT, 'Grande Hotel' está abandonado

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Ana Flávia Corrêa

anaflavia@gazetadigital.com.br

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Há pelo menos 5 anos, uma grande edificação atrás da Igreja Matriz, no centro de Cuiabá, não tem nenhum funcionamento. A imponência do casarão cinza com detalhes alaranjados evidencia que o local é importante na história da capital mato-grossense. Seu abandono, contudo, se destaca em meio à correria e o caos da região central.

 

O "Grande Hotel" teve início da construção em 1940 e foi considerado uma das obras oficiais da política de modernização do Estado Novo, sob comando do então presidente Getúlio Vargas. Projetado no estilo Art Dèco, o casarão foi elaborado pelo arquiteto Carlos Porto e executado pelo engenheiro Cássio Veiga de Sá. 

 

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"São linhas despojadas e imponentes, onde novos elementos como o granilite, são introduzidos na construção civil em Cuiabá. O Grande Hotel é para a historiografia de Mato Grosso e do Brasil, uma referência material importante, expressiva e acadêmica", diz descrição do governo do Estado sobre a edificação. 

 

Seus 38 quartos foram abrigo de personalidades importantes na época, como as cantoras Emilinha Borba e Ângela Maria, bem com o ator Procópio Ferreira. Pouco mais de 20 anos depois, deixou de funcionar e deu lugar a administração central do Banco do Estado de Mato Grosso (Bemat), desativado em 1995. 

 

Denominado Edifício Júlio Muller, a edificação serviu como sede da Secretaria de Estado de Cultura na gestão do então governador Pedro Taques, até que esta se mudou para a antiga sede da Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo (Secopa), no bairro Duque de Caxias, em 2015. 

 

Desde então, o Grande Hotel não tem nenhuma funcionalidade. De acordo com informações da própria pasta, a estimativa é que seja desenvolvido no espaço um Centro de Referência de Economia Criativa, dedicado à inovações, consultorias, capacitação, eventos e geração de novos empreendimentos. 

 

A restauração do edifício foi orçada em R$ 4 milhões, com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Desde agosto de 2019, no entanto, a Secretaria tenta contratar uma empresa para executar o projeto. 

 

Licitação publicada no Diário do Estado foi suspensa duas vezes, uma em 19 de setembro e outra em 20 de dezembro, por análise de impugnação e esclarecimentos. 

 

"O processo de licitação está em curso e a data prevista para abertura do certame é 7 de fevereiro (sessão pública as 9h na SECEL) e provavelmente até o final de fevereiro será dada a ordem de serviço. A modalidade da licitação é concorrência pública", esclareceu o superintendente de economia criativa em exercício, Edilberto Angelo Magalhães.

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