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GREVE NO DIA 18 08.08.2020 | 12h21

Trabalhadores dos Correios de MT sinalizam adesão à greve

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Marcus Vaillant

Marcus Vaillant

O secretário jurídico do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios (Sintect), Alexandre Aragão, sinalizou que a categoria pretende aderir à greve nacional a partir do dia 18 deste mês. Contudo, à reportagem, o gestor apontou que os profissionais deverão se reunir uma última vez no dia 17 para decidir de forma efetiva a realização ou não da paralisação.

 

O anúncio da greve foi realizado em um contexto de negociação do acordo coletivo da categoria entre a Federação Nacional dos Correios, Telégrafos e Similares (Fentect) e os Correios. A empresa pretende atualizar as negociações antes firmadas com a categoria por conta da pandemia da covid-19.

 

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Desde de 1985, a categoria negocia com os Correios acordos coletivos periódicos, uma vez que os trabalhores são celetistas. Em 2019, os profissionais negociaram com a empresa um acordo até agosto de 2021. Contudo, por conta da pandemia, os Correios acionaram a Justiça para que o trato com os funcionários fossem mantidos somente até este ano.

 

Com o vencimento do acordo neste mês de agosto, os trabalhadores requerem a manutenção das negociações previamente estabelecidas junto à empresa - que alega alta nos gastos por conta da pandemia. A deflagração da greve no dia 18 seria a resposta da categoria frente à ação da empresa.

 

"O trabalhador dos Correios não pode ser visto como um servidor do poder Judiciário, por exemplo. A renda dos trabalhadores dos Correios depende diretamente do trabalho dos mesmos, seguindo o que foi pautado nos acordos anteriores", apontou Aragão. Isso se deve ao fato de os trabalhadores serem bonificados com recursos extras por conta do cumprimento de suas ações profissionais.

 

O secretário jurídico assegurou que a greve anunciada não tem como pauta o aumento salarial e, sim, a manutenção dos direitos previamente acordados. Aragão também destacou que a paralisação é a última medida, uma vez que não seria de interesse da categoria uma greve em meio à pandemia.

 

De encontro às reivindicações, os Correios apontaram que o cumprimento das pautas apresentadas pela Fentect ocasionaria um gasto de R$ 961 milhões aos cofres da instituição, o que seria, segundo a empresa, quase dez vezes o valor arrecadado no ano de 2019.

 

"Os Correios esclarecem que não pretendem suprimir direitos dos empregados. A empresa propõe ajustes dos benefícios concedidos ao que está previsto na CLT e em outras legislações, resguardando todos os direitos dos empregados. Tendo em vista a realidade financeira da empresa, com um cenário de dificuldades que tem se agravado a cada ano, os Correios precisam se adequar não só ao que o mercado está praticando, mas, também, ao que está previsto na legislação", apontou os Correios.

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