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Deu em A Gazeta 31.07.2020 | 11h13

Velório de jornalista vítima de parada cardíaca ocorre no sábado pela manhã

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Luiz Fernando Vieira

luferna@gazetadigital.com.br

Chico Ferreira

Chico Ferreira

O jornalismo e a literatura mato-grossenses estão de luto. Morreu nesta quinta-feira (30), de infarto, Rodivaldo Ribeiro, 45, experiente profissional que atuou em diversos veículos de comunicação da Capital. Mas que não se restringiu a esse universo, transitando pela música e também pela literatura. O lançamento de seu primeiro livro solo, vale lembrar, foi noticiado pelo Caderno Vida, em 2018.

 

“Foi pela intensidade que sempre vivi, ela foi sempre a minha marca, sempre foi em qualquer forma de arte que fiz, teatro, música e literatura”. A frase, dita à época do lançamento da obra resume bem o espírito irrequieto de Rodivaldo. O mesmo que fez com que trocasse várias vezes de emprego, seja por divergências de opinião e posturas ou pela vontade de tentar algo novo, diferente.

 

Seu último emprego foi no mesmo Diário de Cuiabá em que já havia atuado como editor de Cultura entre 2013 e 2015. Ao desligar-se do jornal concentrou seu foco no site Ruído Manifesto, especialmente dedicado à literatura, mas não restrito a ela. Um espaço democrático, onde se fala de obras e autores clássicos, dos best sellers e também dos independentes, pelos quais Rodivaldo mostrava especial simpatia.

 

Até porque era esse o seu ambiente literário. Revelou que, antes de lançar o primeiro livro solo, Essa Armadilha, O Corpo, pela editora portuguesa Chiado, penou em busca de espaço e até tentou publicar por meio de um concurso, sem sucesso. “Ter uma carreira literária sempre foi algo que esteve no meu horizonte de conquistas”, confessou, em clima de alegria por estar concretizando o sonho.

 

No livro, apesar de ser uma ficção, é fácil perceber uma carga autobiográfica. Nos 22 textos os personagens estão sempre às voltas com uma existência que parece não ter lugar neste mundo. “Todos os personagens são pessoas desajustadas deste mundo como ele é. O mundo como conceito, como ideia, eles amam. Como práxis, aquela coisa do dia a dia, de pagar contas e se submeter às vontades das outras pessoas, ou submeter as outras pessoas à vontade delas, eles detestam”, definiu.

 

Praticamente todos estavam procurando seu lugar, a exceção de um ermitão que havia decidido se isolar da sociedade. Assim como Rodivaldo. “Não acho que vá encontrar [esse lugar], já estou com 43 anos. As angústias que me corroíam quando tinha 16 anos de idade continuam, a inquietação não apascentou como eu achei que seria”, lamentou.

 

Repercussão

Além de repercutir de forma intensa tanto no meio jornalístico como literário, a morte de Rodivaldo foi lamentada por diversas autoridades. “Hoje sofremos uma perda no campo da comunicação. Que Deus conforte o coração dos familiares e amigos”, afirmou o secretário-chefe da Casa Civil de Mato Grosso, Mauro Carvalho.

 

“A comunicação matogrossense dá adeus a um de seus grandes representantes. Rodivaldo contribuiu muito para o debate imparcial da política local. É uma pena que tenha nos deixado de forma tão precoce. Nossos sinceros sentimentos aos amigos e familiares”, externou o prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro.

 

Já o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) emitiu nota onde ressaltou sua trajetória e importância, finalizando: “Rodivaldo não é um número. E uma nota de pesar não dá conta de sua alegria, de sua perspectiva, de sua humanidade, de sua tremenda inquietude. Mas vale o registro. Vale a memória. Rodivaldo vive!”

 

O velório de Rodivaldo vai ocorrer neste sábado (1) pela manhã das 6h às 10h, na funerária Dom Bosco. O corpo ainda aguarda autópsia no IML. Ele morreu na manhã de quinta-feira (3) vítima de parada cardíaca. 

 

 

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