'que viagem' 13.05.2026 | 15h40

laisa@gazetadigital
Reprodução
Atualizada às 17h30.
A protetora de animais Mariana Melo denunciou negativa da Secretaria Adjunta de Bem-Estar Animal aos pedidos para castração. Conforme relato, a justificativa apresentada seria de que a castração representa "aborto" e não compactuam com a conduta.
A denúncia foi exposta em audiência realizada na Câmara dos Vereadores, na última quinta-feira (8), e ganhou notoriedade no começo desta semana. Após a reunião, o tema foi abordado em rede social, na qual a vereadora e primeira-dama, Samantha Iris (PL), teria ridicularizado a causa. Um print mostra que a parlamentar comentou "que viagem", acompanhado de um emoji rindo.
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Com a grande repercussão do comentário, a protetora divulgou prints do momento em que a Secretaria teria informado sobre a negativa das castrações. Na imagem, a mensagem diz: “Se ela cruzou, você quer promover o aborto desse animal? Não realizamos e não compactuamos com isso”.
Outro lado
A Secretaria Adjunta de Bem-Estar Animal foi procurada e questionada pela reportagem sobre as medidas adotadas diante dos pedidos de castração, assim como a denúncia feita pela ativista. Em nota à imprensa, afirmam
Em relação às castrações de animais, cães e gatos, a Secretaria Adjunta de Bem-Estar Animal esclarece que:
Os procedimentos de castração seguem realizados normalmente, dentro da capacidade operacional e dos critérios técnicos estabelecidos pela equipe médica veterinária responsável.
Atualmente, o município realiza mais de 180 castrações mensais, atendendo munícipes, ONGs, protetores independentes e animais comunitários, inclusive com fila específica destinada a protetores e organizações.
A fala divulgada em vídeo foi retirada de contexto e se referia especificamente à impossibilidade de realização imediata de um procedimento fora da fila regular, em um caso relatado como um animal que havia acabado de cruzar. O apontamento técnico realizado foi justamente sobre a necessidade de avaliação clínica, respeito aos protocolos veterinários e à organização da fila pública de atendimento.
Reforça que não houve suspensão de castrações e tampouco negativa generalizada de atendimento. Os procedimentos seguem critérios médicos veterinários, disponibilidade operacional e ordem de demanda, visando garantir isonomia e responsabilidade técnica no serviço público.
Ressaltamos ainda que recortes isolados de falas acabam desconsiderando toda a complexidade operacional do serviço e gerando interpretações distorcidas sobre o trabalho desempenhado pela equipe técnica.
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