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prevenção 14.01.2020 | 11h42

Várzea Grande inicia campanha 'Janeiro Roxo' contra a hanseníase

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Otmar de Oliveira

Otmar de Oliveira

A Secretaria de Saúde de Várzea Grande inicia 2020 com a campanha “Janeiro Roxo” de combate e prevenção à Hanseníase. Ao todo, estão sendo ofertadas gratuitamente “Rodas de Conversa” sobre a doença em 21 unidades de saúde primárias, escolas, além da realização de visitas domiciliares nas áreas de abrangência dos bairros que possuem o Programa Saúde da Família (PSFs). As ações seguem até o final do mês de janeiro quando no dia 26, último domingo do mês, é comemorado o Dia Mundial de Luta contra a Hanseníase.

 

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Segundo dados da Secretaria de Saúde de Várzea Grande, atualmente 219 pessoas são paciente e realizam o tratamento contra a doença no município. “Além de alertar para a importância do diagnóstico precoce, tratamento oportuno e ações de controle da doença a campanha ‘Janeiro Roxo’ também tem o objetivo de examinar os membros da família dos nossos pacientes, principalmente os que tiveram contato com a pessoa diagnosticada com a hanseníase e podem ter sido infectados. Por isso, estaremos realizando buscas e visitas domiciliares em diversos bairros, a partir do cadastro de pacientes que possuímos”, detalha a enfermeira responsável pelo Programa de Hanseníase, Tuberculose e Presídios no município, Neide da Silva.

 

Ainda segundo Neide da Silva, todas as equipes das unidades de saúde primária estão treinadas para diagnosticar e orientar sobre a doença. “Disponibilizamos a sociedade um ambulatório especializado no diagnóstico e tratamento da hanseníase em Várzea Grande. Além dos exames clínicos em pacientes com lesões cutâneas visíveis ou áreas com alterações de sensibilidade, é realizado o exame de baciloscopia, que é a coleta de material pela orelha e cotovelo. O tratamento da doença também é gratuito e pode ser realizado em 6 ou 12 meses, conforme o diagnóstico, podendo inclusive ser prorrogado”, explica a enfermeira.

 

A campanha 'Janeiro Roxo’, foi lançada em Várzea Grande dia 10 de janeiro, no Centro de Especialidades em Saúde (CES) com a “Roda de Conversa: A importância da adesão ao tratamento e avaliação dos contatos”. Participaram ao menos 50 pacientes em tratamento da hanseníase e trabalhadores da Saúde, a palestra foi ministrada pela médica Liami Borges.

 

O combate ao estigma e à discriminação também faz parte das ações da campanha “Janeiro Roxo”. “O mais importante da campanha é lembrar que essa enfermidade, possui tratamento eficaz e pode ser curada. É essencial a conscientização da população e também dos profissionais de saúde. Muitos mitos e preconceitos sobre a hanseníase ainda confundem as pessoas, o que prejudica tanto a prevenção quanto o tratamento. Conhecer a doença é fundamental para que o tratamento seja realizado da forma adequada”, informa a enfermeira.

 

Neide da Silva também alerta que quanto antes a pessoa iniciar o tratamento, menores são as chances de surgirem incapacidades físicas, além de favorecer a interrupção da cadeia de transmissão.

 

“Chamamos a atenção para as pessoas que tiveram contato com pacientes diagnosticados com a doença, como familiares, amigos e colegas de trabalho também sejam examinados”.

 

O que é hanseníase?

É uma doença infecciosa e contagiosa, que causa manchas esbranquiçadas ou avermelhadas na pele. A pele também pode ter alteração da sensibilidade e o paciente não sente (ou tem sensibilidade diminuída) calor, frio, dor e mesmo o toque. É comum ter sensação de formigamento, fisgadas ou dormência nas extremidades (pés, mãos) e em algumas áreas pode haver diminuição do suor e de pelos.

 

A hanseníase não é hereditária. É causada pelo bacilo Mycobacterium leprae e sua transmissão acontece de pessoas doentes sem tratamento para pessoas saudáveis, pelas vias aéreas superiores (tosse, espirro, fala).

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