deu na gazeta 02.04.2021 | 07h40

elaynemendes@gazetadigital.com.br
João Vieira
Além de leitos, unidades de saúde da rede pública de Cuiabá já lidam com o deficit de medicamentos e insumos para
tratamento de pacientes diagnosticados com coronavírus (covid-19). Filhos de internados em unidades hospitalares locais relatam ter que comprar válvula e máscaras para que os familiares hospitalizados possam fazer o uso do cilindro de
oxigênio e ter a chance de sobreviver à covid-19.
Além disso, o sedativo utilizado para manter os pacientes intubados chegou ao limite no Hospital Referência à doença na Cidade Verde, tornando-se mais um motivo de desespero das famílias.
Tamires Teodoro é uma das filhas de Alexandre José da Silva, 46, internado e intubado na unidade de terapia intensiva (UIT) do Hospital Referência. Antes de ser transferido para o local, ele estava na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Pascoal Ramos, onde, segundo a filha, passou por um total descaso no atendimento. “No boletim médico dizia que ele precisava ser transferido para uma UTI com urgência e, pra isso, faltava, além do leito, uma ambulância”.
Em 24 de março, Tamires foi novamente à UPA ver o pai e, após fazer um escândalo, como conta, conseguiu uma ambulância para levar Alexandre para o antigo Pronto-Socorro. Ela diz que, ao observar o estado da ambulância, ficou com medo do pai morrer no trajeto. “Mas graças a Deus, deu certo. E a ambulância até foi escoltada pela Polícia Militar. Deus
abriu o caminho e ele chegou no PS naquele mesmo dia às 19h”.
O médico que recebeu Alexandre informou à filha que o estado dele era grave e ele precisaria ser intubado e encaminhado para a UTI. O procedimento foi realizado no dia seguinte (25). “Entrei na sala vermelha, vi o meu pai, falei com ele. Dois médicos me explicaram qual seria o procedimento da intubação. E, quando foi 13h, meu pai foi intubado. Daí em diante,
começou a nossa angústia”.
Apesar do medo da família, o quadro clínico de Alexandre foi apresentando melhoras dia após dia. Mas, na última quarta-feira, Tamires foi informada pelo médico de que o remédio sedativo que mantém o pulmão do pai dela descansando enquanto está intubado estava no fim. “Aí, a gente surtou. Como assim acabar? Não pode. Paciente sedado, com tubo na boca, acordar de repente”.
Na quarta-feira à noite, família foi informada de que o Hospital Referência teve reabastecimento do sedativo. “Por quanto tempo? Não sei. Mas, vamos ficar encima e lutar sempre pelo nosso direito à vida”.
Outro lado
Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá (SMS) informou que foi realizada, no final da tarde de quarta-feira (31), a entrega de medicamentos para sedação de pacientes internados no Hospital Referência à Covid-19. A pasta destacou que tem enfrentado dificuldade na aquisição de medicamentos e insumos, diante da grande demanda decorrente do pico da pandemia, mas não tem medido esforços para garantir o tratamento dos pacientes.
Questionada sobre a falta de máscara e até válvulas para o uso dos cilindros de oxigênio, a Secretaria informou que está em processo de contratação de empresa para fornecer equipamentos de oxigenioterapia às unidades que atendem pacientes
com coronavírus. A SMS destacou que está em permanente contato com os fornecedores para monitorar o abastecimento e evitar qualquer risco ao tratamento dos pacientes.
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arno - 02/04/2021
Enquanto o prefeito gasta o tempo brigando com MM, o povo paga a conta com a Vida !!! FORA PINHEIRO E MM !!!
1 comentários