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Deu em A Gazeta 12.03.2020 | 07h40

Cuiabanos desistem de viajar para Ásia e Europa

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Marcus Vaillant

Marcus Vaillant

Mato-grossenses desistem de embarcar para outros países este mês por causa do coronavírus (Covid-19). Em rápida propagação, a doença alcança 120 nações nessa quarta-feira (11), motivo que levou a declaração de pandemia pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Operadores de viagens em Cuiabá informam que as compras de pacotes turísticos e passagens aéreas para Ásia e Europa estão completamente suspensas. Além disso, clientes que estavam com viagens internacionais programadas para este março optaram pelos cancelamentos ou adiamentos. Há pedidos de suspensão e cancelamento de embarques internacionais previstos também para abril e maio. Para este período, porém, as operadoras e companhias aéreas estão analisando as solicitações dos turistas, diz a consultora de viagens internacionais, Cilbene Maria Fortunato. Tentativas de cancelamentos de viagens internacionais vinham crescendo desde fevereiro, complementa o consultor de viagens nacionais e internacionais Ricardo Aidamus Arruda. Para ele, a pandemia do coronavírus põe em xeque diversas operadoras de turismo internacional. Aquelas que estão com a saúde financeira frágil serão atingidas pelos efeitos da doença, por serem corresponsáveis no reembolso aos turistas que desistem de embarcar. Em caso de cancelamento da viagem, as operadoras têm disponibilizado aos clientes uma carta de crédito no valor pago ou estorno do pagamento, sem correção, explica Cilbene.

 

“Os pedidos de cancelamentos são mais pontuais. A maioria são para remarcação de viagens que aconteceriam em março, abril e maio. Os turistas estão adiando para o 2º semestre”, diz o presidente do Sindicato das Empresas de Turismo de Mato Grosso (Sindetur), Omar Canavarros Júnior. “Para dentro do Brasil as vendas estão normais”, afirma. Diante da propagação do coronavírus, a United Airlines decidiu nessa quarta-feira (11) oferecer aos passageiros a isenção de multa por causa do cancelamento de passagens compradas em março. A medida vale para qualquer destino no planeta e não somente aqueles afetados pela epidemia. Procurada pela reportagem para esclarecer sobre a política de alteração ou cancelamentos de passagens, a Azul Linhas Aéreas informa que mantém cobranças por cliente e por trecho. As taxas variam de R$ 250 a R$325, dependendo da antecedência da solicitação de cancelamento ou mudança do voo. Permite que o cliente desista da passagem adquirida, sem ônus, no prazo de até 24 horas, após a emissão do bilhete e o respectivo recebimento do comprovante, desde que haja antecedência igual ou superior a 7 dias em relação à data de embarque do voo de ida. Por sua vez, a Gol Linhas Aéreas esclarece que está atenta à pandemia do coronavírus e segue recomendações do órgão sanitário para tomar as medidas cabíveis, com o objetivo de proteger a segurança de seus clientes. Afirma que cumpre todos regulamentos estabelecidos pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e reforça que toda a sua equipe de atendimento, em solo, no ar e nos canais digitais, está a postos para sanar quaisquer dúvidas sobre viagens.

 

Direitos
Segundo a Associação Brasileira de Procons (ProconsBrasil), as agências de turismo e de transportes devem adiar ou cancelar viagens para destinos com focos de contaminação por coronavírus, sem multas, em caso de solicitação do contratante. A recomendação toma como base o direito do consumidor de prezar pela sua vida, saúde e segurança. Em nota divulgada pela entidade, recomenda que os fornecedores não cobrem multas ou taxas de remarcação. É admitida apenas a cobrança de diferença da tarifa. Caso não seja possível o adiamento da viagem, o consumidor poderá solicitar à empresa devolução do valor integral já pago, orienta a Associação. Nessas situações, mediante decisão de adiamento ou cancelamento da viagem, o Procon de Mato Grosso orienta o consumidor a entrar em contato com a empresa contratada para negociar a melhor alternativa. Em caso de negativa por parte da contratada ou cobrança abusiva, o consumidor deve procurar o Procon e apresentar todos os documentos que comprovem a relação de consumo para formalizar a reclamação.

 

Serviço
Por meio do aplicativo Coronavírus-SUS, desenvolvida pelo Ministério da Saúde, é possível acessar informações, dicas, mapas de unidades de saúde e uma avaliação rápida sobre a relação de sintomas relatados com a definição de caso suspeito do vírus.

 

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