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histórico 16.10.2020 | 14h45

Desemprego bate recorde na pandemia e atinge 14 milhões

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Chico Ferreira

Chico Ferreira

O número de desempregados no Brasil aumentou em 700 mil pessoas e chegou a 14 milhões na última semana de setembro, o maior patamar da série histórica, iniciada em maio.

 

Os dados constam da Pnad Covid19 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios - Pnad Covid19), divulgada nesta sexta-feira (16) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

 

A pesquisa leva em conta o período entre 20 e 26 de setembro. A taxa de desocupação da população economicamente ativa brasileira ficou em 14,4%. Na semana anterior, o país tinha 13,3 milhões de desempregados — número que representava uma taxa de 13,7% da população economicamente ativa.

 

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O levantamento mostra ainda que mais pessoas estavam sem emprego em setembro do que no início de maio, quando a pesquisa do IBGE começou a ser feita. Na época, 9,8 milhões de brasileiros se encontravam nessa situação.

 

“Embora as informações sobre a desocupação tenham ficado estáveis na comparação semanal, elas sugerem que mais pessoas estejam pressionando o mercado em busca de trabalho, em meio à flexibilização das medidas de distanciamento social e à retomada das atividades econômicas”, diz a coordenadora da pesquisa, Maria Lucia Vieira.

 

Já o número de pessoas empregadas se manteve estável entre uma semana e outra. Segundo a pesquisa, a população ocupada do país estava em 83 milhões. Na semana anterior, eram 83,7 milhões. Em comparação com o início de maio (83,9 milhões de pessoas), o número também manteve estabilidade.

 

Afastamento do trabalho
Assim como o desemprego, a parcela da população ocupada, mas que está afastada do trabalho, está menor do que o constatado no início de maio. Segundo o IBGE, 3,3% desse contingente, cerca de 2,7 milhões de pessoas, ficaram longe do trabalho devido ao distanciamento social na quarta semana de setembro. Na primeira semana da pesquisa, de 3 a 9 de maio, eram 19,8%.

 

Já a população que está empregada, mas não afastada do trabalho, estimada em 77,9 milhões de pessoas, recuou levemente frente à semana anterior (78,2 milhões), mas aumentou em comparação com o início de maio (63,9 milhões).

Entre essas pessoas, 7,9 milhões, cerca de 10,2% da população ocupada e não afastada, trabalhavam de forma remota, no home office. Esse número não sofreu grandes alterações entre a terceira (7,8 milhões ou 10,0%) e a quarta semana de setembro. Já em relação primeira semana de maio, houve estabilidade em números absolutos (8,6 milhões) e queda em percentual (13,4%).

 

Isolamento social despenca
A Pnad Covid19 também revela que o número de pessoas que ficou rigorosamente isolada caiu, enquanto que o contingente de brasileiros que não adotaram qualquer medida de restrição aumentou frente à semana anterior.

 

Segundo o IBGE, o número de brasileiros que abandonaram por completo o isolamento social cresceu 937 mil em uma semana e chegou a 7,4 milhões. Já o número de pessoas que afirmam manter o isolamento social rigoroso ficou em 31,6 milhões. Na semana anterior, eram 33,8 milhões.

 

O contingente de pessoas que ficaram em casa e só saíram por necessidade se manteve estável e foi a 84,7 milhões, o equivalente a 40% da população. Na semana anterior, número era de 84,4 milhões, cerca de 39,9%.

 

Já o número dos que reduziram contato mas continuaram saindo de casa e/ou recebendo visitas (86,7 milhões ou 41,0%) ficou estável frente à semana anterior (85,7 milhões ou 40,5%).

 

O IBGE informou ainda que a divulgação desta sexta-feira (16) foi o último boletim semanal sobre os impactos da covid-19 no país. O instituto disse que a coleta de dados por telefone continuará, mas servirão para subsidiar as edições mensais da pesquisa, que devem continuar até o final do ano.

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