aquecido 21.05.2021 | 16h06

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O mercado imobiliário apresenta índices positivos para inversão, tanto para quem busca o sonho da casa própria, quanto para quem quer melhorar a qualidade de vida. Só em Cuiabá, houve um aumento de 30% de vendas nos primeiros três meses, comparado com o ano passado. Desta forma, especialistas asseguram o momento favorável até 2022.
Na contramão dos efeitos colaterais da pandemia, o setor de imóveis conseguiu se manter aquecido desde 2019, ano que começou a se reerguer após a crise do subprime. Com a taxa Selic mais baixa da história e financiamentos facilitados, o cenário se tornou propício a quem opta por crédito a longo prazo.
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De acordo com o corretor de imóveis e Personal Broker, Reginaldo Miranda, atualmente o público está mais assertivo com a decisão de compra. Para ele, até quem era acostumado a fazer investimentos variáveis, migra para a aplicação de imóveis pelo perfil mais seguro deste tipo de inversão.
“Antes o cliente tinha dúvidas se deixava o dinheiro no banco, no tesouro direto, renda fixa ou ações. Era mais um perfil que não sabia bem o que queria. Hoje ele está mais confiante quanto ao investimento em imóveis, pois ele quer também mudar a qualidade de vida”, observou o especialista.
E mesmo com as incertezas causadas pela Covid-19, o setor imobiliário soube se manter aquecido. Isso porque o mercado tinha grandes expectativas para 2020, no entanto sofreu uma queda entre março e abril do mesmo ano. Ainda assim, mesmo com a cessação momentânea, Cuiabá movimentou um total de R$ 3,2 bilhões em imóveis no mesmo ano. Valor positivo em meio à crise gerada pela pandemia.
“Quem tem dinheiro aplicado em banco, corre risco de sofrer prejuízos, pois o mercado financeiro está mais incerto do que nunca. Se a pessoa aplica em um imóvel, além do dinheiro estar garantido, a pessoa pode morar em um lugar melhor ou investir em alugueis para moradia ou casa de veraneio”, completou Miranda.
Tempo de investir
Um dos motivadores para que as taxas de juros caíssem nos últimos anos, começou após a crise do subprime - que atingiu o Brasil tardiamente em meados de 2011. Isso porque, em 2009 houve um boom habitacional no país, por meio de políticas públicas, que segurou a chegada da crise mundial.
Neste contexto, alguns anos depois, a construção civil foi uma das mais prejudicadas que, desde então, retomou o crescimento de forma lenta até 2018. E desde então, se preparou para o crescimento comercial em 2019, que perdura até os dias de hoje.
O mestrando em economia, especializado em mercado imobiliário, Fernando Henrique da Conceição Dias, avalia que o setor imobiliário já estava aquecido com a chegada da pandemia e, por isso, conseguiu se manter.
“Os acordos da construção civil não são de um dia para o outro, porque as construtoras costumam se planejar bem antes para poder investir de forma mais assertiva. Mas isso se deu também muito pela questão da taxa Selic baixa, do crédito barato e também por conta do novo programa que o governo já estava sinalizando”, explicou.
Outro ponto motivador para o mercado aquecido, foi a cultura de investimento do brasileiro. Segundo o economista, o país costuma ter um perfil mais ‘conservador’ nesse quesito. “Investir em imóvel ainda é considerado conservador, porém é o queridinho dos brasileiros”, complementa.
Melhor qualidade de vida
Com o panorama de indicadores favoráveis, o perfil do consumidor também se transformou com o tempo. Assim como o boom habitacional de 2009, o cenário atual permite que os compradores de diferentes classes tenham algo em comum: a vontade de morar em um lugar melhor.
Segundo o presidente da Secovi-MT, Marcos Pessoz, o cenário possibilitou a população a fazer novos planos. Quem vivia de aluguel, voltou a sonhar com a casa própria, e os que possuem melhores condições financeiras, puderam comprar um imóvel melhor.
“Hoje, muitas pessoas de médio e alto padrão estão buscando uma qualidade de vida melhor para sua família. Com espaço , lazer e conforto. Por isso, a alta da compra de imóveis nos últimos anos”, observa.
Quanto aos investidores na área, Pessoz analisa que eles podem seguir nas atividades, no entanto, há limitações. “Os investidores estão de olho em oportunidades, como sempre estiveram, mas neste momento não temos tantas opções assim, pois os preços estão subindo também e as contas acabam não sendo tão interessantes”, finalizou.
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Milho Disponível
R$ 66,90
0,75%
Algodão
R$ 164,95
1,41%
Boi à vista
R$ 285,25
0,14%
Soja Disponível
R$ 153,20
1,06%
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