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Crédito em alta 06.12.2019 | 16h10

Pesquisa de novembro mostra redução no número de inadimplentes em Cuiabá

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Chico Ferreira

Chico Ferreira

A pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada pela Federação do Comércio de Mato Grosso (Fecomércio) com referência ao penúltimo mês de 2019, trouxe redução no número de famílias consideradas inadimplentes em Cuiabá. O percentual alcançou 26,3% em novembro de 2019, uma diminuição em relação aos 27,3% observados em outubro. A retração também foi notada em relação a novembro de 2018, quando o indicador chegou a 29,6%.

 

Sobre a condição de pagamento das contas atrasadas, ou seja, se as famílias terão condições de pagar as contas atrasadas no próximo mês, o indicador chegou a 13,4%, dois pontos percentuais menor do que o verificado no mês de outubro. Já na comparação com novembro passado, a queda foi maior, de 4,6 pontos percentuais (18%).

 

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O histórico da pesquisa apresentou oscilação nos últimos 13 meses e encerrou novembro com uma leve alta no número de endividados, atingindo 124.451 famílias. Se comparado com o mesmo período do ano passado, a capital teve aumento de mais de 3 mil famílias que passaram a contrair dívidas de forma parcelada.

 

Para Fecomércio, o aumento do endividamento e a queda da inadimplência é positivo para o comércio, o que reforça o aumento do consumo das famílias com responsabilidade e compatível com a renda, o que possibilita a aquisição de bens.

Ainda segundo a Federação do Comércio, o recuo do percentual das famílias com contas em atraso reflete, além da redução do custo do crédito, a sazonalidade favorável do período em relação ao emprego e à renda. Um dos fatores que contribui para este resultado é o aumento do emprego temporário.

 

O uso do cartão de crédito foi maior em relação ao mês anterior e responde por 69,9% do todas de famílias endividadas. Este percentual salta para 82,4% nas famílias que recebem acima de 10 salários mínimos, que também foi maior do que o registrado no mês anterior. Em novembro de 2018, os patamares estavam próximos dos atuais, de 70,2% no índice geral e de 78,3% para as famílias com maior renda.

 

A pesquisa revela ainda que o tempo médio das famílias com contas em atraso caiu nos últimos 13 meses, saindo de 79,2 dias em novembro do ano passado para 72,1 dias no mês atual. No entanto, o tempo médio que elas passam comprometidas com dívidas aumentou no mesmo período, de 7,1 meses para 7,4 meses.

 

A parcela da renda comprometida apresentou retração de outubro (23%) para novembro (20,9%). Houve alta na comparação anual do indicador, quando, em novembro do ano passado, apenas 13,7% da renda mensal era comprometida. Apesar do aumento, a porcentagem ainda está abaixo do limite aceito por especialistas em finanças pessoais, que é de 30%.

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