Publicidade

Cuiabá, Domingo 05/04/2026

Economia - A | + A

aumento do petróleo 08.02.2021 | 11h38

Preço da gasolina pode subir até 12% nos próximos 15 dias

Facebook Print google plus

Marcello Casal Jr/AB

Marcello Casal Jr/AB

O preço da gasolina na bomba deve sofrer um reajuste de até 12% nos próximos 15 dias, influenciado pelo desempenho do custo do barril do petróleo nos mercados interno e externos.

 

A previsão é da Ativa Investimentos que também estima que o aumento pode ser aplicado de forma fracionada, ou seja, parcelado em duas vezes.

 

Desde que a Petrobras retomou a política de seguir os preços internacionais, em 2016, aumentou a previsibilidade de seus reajustes, diz Étore Sanchez, economista-chefe da Ativa Investimentos.

 

Leia também - Estados rejeitam mudança no ICMS e responsabilizam a Petrobras

 

A consultoria também estima que o reajuste na refinaria terá impacto no IPCA (Índice de Preços do Consumidor Amplo) de março.

 

Nesta sexta-feira (5), o barril do petróleo girava em torno de US$ 60 (R$ 323,02).

 

Sanchez diz que a metodologia aplicada pela consultoria para o cálculo do reajuste vem permitindo uma margem constante de acertos desde setembro do ano passado.

 

José Alberto Paiva Gouveia, presidente do Sincopetro-SP (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo), confirma a tendência de alta no preço da gasolina devido à defasagem no no mercado interno.

 

"Desde que a Petrobras começou a acompanhar o mercado internacional, a defasagem vem caindo, mas ainda é de 12%. No passado, esse percentual chegou a 20%", diz Gouveia.

 

Rodrigo Zingales, diretor executivo da Abrilivre (Associação Brasileira de Revendedores de Combustíveis Independentes e Livres), afirma que além da decisão da Petrobrás, outros fatores afetam o custo da gasolina:

 

• ICMS Pauta (veja explicação abaixo);
• Preço do etanol;
• Preço do biodiesel; e
• Custo nas distribuidoras.

 

Ele frisa que distribuidoras como a Shell, Ipiranga e BR que têm exclusividade na comercialização para seus postos podem elevar o preço da gasolina em 20% e os postos serão obrigados a comprar delas.

 

"Os postos de gasolina não terão outra alternativa a não ser repassar o custo para o consumidor porque são os que menos têm condições para opinar pelo preço", argumenta Zingales.

 

Para Adriano Pires, economista e diretor do CBIE (Centro Brasileiro de Infraestrutura), a política de reajuste da Petrobras está correta.

 

“A companhia persegue a tendência do mercado internacional. Se lá aumentar, ela precisa reajustar aqui e certamente haverá reflexo na bomba”, comenta Pires.

 

O especialista destaca que a elevação no preço do barril do petróleo refletirá no valor da gasolina e do diesel por causa da defasagem sofrida em 2020 devido à pandemia do novo coronavírus.

 

“O preço dos combustíveis deve subir mais no Brasil em 2021 com a retomada da economia mundial impulsionada pela chegada das vacinas.”

 

Setor precisa de desoneração fiscal
Zingales diz que além da influência do mercado internacional, o preço do combustível engloba a oneração fiscal.

“O chamado ICMS Pauta, aquele que calcula o imposto em cima de uma estimativa, acaba onerando o preço da gasolina no país. Diversas vezes houve redução no valor da gasolina, do etanol, mas não do ICMS, o que acaba refletindo no preço para o consumidor final.”

 

Ele exemplifica:

 

Para calcular o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) da gasolina, o governo estima um preço médio.

Vamos supor que ele considere R$ 3 o litro, mas o posto vendeu a R$ 2,80 o litro para o consumidor. Mesmo assim ele pagará o tributo em cima do maior valor.

 

O mesmo vale para o inverso: o posto cobra R$ 3,20 o litro e vai recolher imposto em cima de R$ 3.

 

ICMS deve constar na reforma tributária
Pires criticou a forma como o governo federal vem tratando a questão da incidência do ICMS sobre os combustíveis. “O assunto é tão extenso que deveria ser um capítulo da reforma tributária”, observa.

 

"Não dá para tratar essa questão de forma precipitada e correr o risco de embaralhar tudo. O Brasil tem problemas sérios de sonegação e precisa intensificar os esforços nesse sentido", afirma Pires.

 

Nesta sexta-feira, o presidente Jair Bolsonaro anunciou que encaminhará ao Congresso um projeto para atribuir aos Estados a definição do ICMS sobre os combustíveis. A decisão foi tomada após reunião com ministros e grupos de caminhoneiros.

O consultor diz que estima-se que a sonegação de ICMS na cadeia de combustíveis chega à margem de R$ 7,2 bilhões por ano.

 

“O foco não deveria ser a redução de tributos ou de políticas para diminuir o preço do diesel e da gasolina na bomba, mas sim no combate à sonegação. Isso, consequentemente, acarretará na queda de preço do combustível para o consumidor.”

Voltar Imprimir

Publicidade

Comentários

Enquete

Você acha que a falta de mão de obra para trabalhos formais se deve a auxílios governamentais?

Parcial

Publicidade

Edição digital

Domingo, 05/04/2026

imagem
imagem
imagem
imagem
imagem
imagem
btn-4

Indicadores

Milho Disponível R$ 66,90 0,75%

Algodão R$ 164,95 1,41%

Boi à vista R$ 285,25 0,14%

Soja Disponível R$ 153,20 1,06%

Publicidade

Classi fácil
btn-loja-virtual

Publicidade

Mais lidas

O Grupo Gazeta reúne veículos de comunicação em Mato Grosso. Foi fundado em 1990 com o lançamento de A Gazeta, jornal de maior circulação e influência no Estado. Integram o Grupo as emissoras Gazeta FM, FM Alta Floresta, FM Barra do Garças, FM Poxoréu, Cultura FM, Vila Real FM, TV Vila Real 10.1, TV Pantanal 22.1, o Instituto de Pesquisa Gazeta Dados e o Portal Gazeta Digital.

Copyright© 2022 - Gazeta Digital - Todos os direitos reservados Logo Trinix Internet

É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a devida citação da fonte.