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Cuiabá, Sábado 28/03/2020

Economia - A | + A

Deu em A Gazeta 31.12.2019 | 08h25

Trabalhadores fazem 'mágica' com salários de 2019

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Fabiana Reis, editora de A Gazeta

economia@gazetadigital.com.br

Otmar de Oliveira

Otmar de Oliveira

Dois mil e dezenove foi um ano desafiador para o orçamento das famílias mato-grossenses e brasileiras. Lenta recuperação no mercado de trabalho e salários achatados exigiram mais dos trabalhadores para driblar os altos preços nos alimentos e em produtos e serviços essenciais às famílias. Embora a inflação esteja controlada e a taxa básica de juros - Selic - tenha caído ao menor patamar da história, os trabalhadores que pagaram suas contas mês a mês tiveram que fazer um verdadeiro  malabarismo nas finanças para conseguir honrar os compromissos. Muitos deles não conseguiram.

 

Ao longo do ano alguns eventos surpreenderam as famílias negativamente. Em Mato Grosso, uma das surpresas desagradáveis foi o alto valor cobrado pelo consumo de energia. Tudo começou em 8 de abril, aniversário de Cuiabá, quando entrou em vigor o reajuste da tarifa aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que elevou a conta em 11,29%, em média. No auge do período seco, entre agosto e outubro, os consumidores viram as faturas dispararem, mesmo consumindo a mesma quantidade de energia. O incremento veio também da bandeira vermelha, acionada nos meses em que os reservatórios das hidrelétricas estavam mais baixos. A cobrança maior foi sentida por ricos e pobres e elevaram significativamente as reclamações junto ao Procon Estadual, o que motivou a Assembleia Legislativa instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a atuação da concessionária Energisa MT e tentar saber os motivos dos reajustes.

João Vieira

Caixa Econômica Federal / Saque FGTS

 

Outros custos que pesaram na conta dos chefes de famílias foram com o gás de cozinha, cujo botijão de 13 kg beirou os R$
100 em alguns municípios de Mato Grosso. No último bimestre do ano foi a vez dos combustíveis veiculares assustarem os
motoristas. Litro do etanol passou de R$ 3 e da gasolina quase chegou a R$ 5, o que fez muita gente recalcular a rota para economizar. Até o presidente Jair Bolsonaro reconheceu que os produtos ficaram caros e atribuiu parte da elevação ao monopólio da Petrobras no setor. No caso dos combustíveis, um fator que contribuiu para a majoração foi a disparada do dólar, que no fim de novembro chegou ao recorde de R$ 4,27 desde a criação do Real, exigindo uma imediata reação do
governo pra conter o câmbio.

 

Também na reta final do ano, um grande contingente de brasileiros tiveram que dar um tempo no tradicional churrasco de fim de semana. Sem bois prontos para o abate e diante de uma demanda descomunal por carne bovina da China, as exportações aumentaram e a oferta do produto no mercado interno caiu. Resultado: arroba do boi e da vaca nas alturas, frigorífico pagando mais caro pelo animal e consumidor trocando a proteína vermelha por carne branca e ovos. Nos
açougues de Cuiabá, a picanha saltou 52%. A alta foi generalizada, ocasionando retração na demanda. Menos de um mês depois, os preços começaram a cair, como consequência da redução na procura e ajuste no mercado.

 

Ter dinheiro no bolso está diretamente ligado ao trabalho. Nesse quesito, as vagas de emprego formal abertas ao longo deste ano ainda não foram suficientes para preencher a lacuna herdada da crise financeira. Com o velho ‘jeitinho brasileiro’, muita gente começou a trabalhar por conta própria para garantir uma renda no fim do mês, o que fez explodir o
número de trabalhadores na informalidade. Para tentar criar mais empregos, principalmente entre os jovens, o governo
brasileiro lançou o Programa Contrato Verde e Amarelo, em analise no Congresso Nacional.

 

Chico Ferreira

Carteira de Trabalho

 


 

O projeto prevê a geração de 1,8 milhão de postos de trabalho com remuneração de até 1,5 salário mínimo até 2022. É direcionado a jovens de 18 a 29 anos, sem experiência. No pacote de medidas estão redução nos custos ao empregador.

 

Ainda no que se refere à vida do trabalhador, o ano foi marcado pela promulgação da nova Previdência. Depois de vários meses em discussão entre governo e parlamentares, protestos dos trabalhadores e apoio dos empresários, as regras para
aposentadoria são outras. No geral, a reforma fixa uma idade  mínima de aposentadoria de 65 anos para o homem e de 62
anos para a mulher. Aumentou alíquotas de contribuição e afeta funcionários públicos e da iniciativa privada.

 

Depois de tantos fatos que tiraram dinheiro das mãos dos trabalhadores, ao menos uma notícia aliviou a pressão. Em  setembro, o governo liberou o saque imediato das contas ativas e inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço
(FGTS). Até o fim do ano, todo o calendário de pagamento foi cumprido. Em Mato Grosso estavam programados pagamentos de R$ 711,1 milhões para 1,805 milhão de trabalhadores. Inicialmente, o valor foi limitado a R$ 500 por conta, mas no fim do ano o Congresso aprovou o limite de R$ 998.

Divulgação

Acordo Mercosul

 

 

 

Além disso, o governo criou o SaqueAniversário, em que o trabalhador pode optar por receber um percentual do fundo
anualmente. A liberação de recursos animou principalmente o comércio, que reviu as previsões de vendas no último trimestre do ano.

 

Para 2020, a expectativa dos trabalhadores é que mais empregos com carteira assinada sejam criados, proporcionando crescimento na renda e alívio nas contas mensais.

 

Leia mais sobre a Restropectiva 2019 na edição do Jornal A Gazeta 

 

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