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15.05.2009 | 03h00

Várzea Grande é a segunda maior empregadora de MT

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Várzea Grande é a segunda cidade que mais emprega em Mato Grosso. O desenvolvimento econômico pelo qual passa o município tem resultado em números animadores quando o assunto é oferta de emprego com carteira assinada, motivado pelo aquecimento na economia local em diversos setores. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) mostram que no primeiro trimestre deste ano a geração de empregos formais na cidade totalizou 4,391 mil, atrás apenas de Cuiabá, com 18,766 mil. E hoje, quando a cidade completa 142 anos, trabalhadores, empresários e órgãos públicos comemoram os avanços na área econômica e traçam boas perspectivas para o futuro.

Conforme o Caged, nos últimos 12 meses, a cidade foi responsável pela admissão de 19,301 mil trabalhadores, gerando um saldo de 294 vagas, já que o número de pessoas demitidas no período foi menor, somando 19,007 mil. Em março, a quantidade de pessoas que conquistaram um posto de trabalho totalizou 1,691 mil. Os setores que mais empregaram na cidade de janeiro a março foram comércio (1,795 mil), indústria de transformação (1,178 mil), serviços (921) e construção civil (456).

Para o secretário de Desenvolvimento Econômico de Várzea Grande, Benedito Pinto da Silva, apesar de registrar queda na geração de postos de trabalho no primeiro bimestre, a cidade vem se recuperando e apresentando uma boa performance, mesmo com os reflexos da crise econômica. Ele conta que em números, a cidade é de grande importância para o Estado, a exemplo da arrecadação de impostos. "Somente com Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), fomos responsáveis pela arrecadação de R$ 210 milhões, a segunda maior receita de Mato Grosso, perdendo apenas para a Capital", diz ao revelar que outros indicadores que comprovam o aquecimento econômico da cidade é o consumo de energia. Silva afirma que nos últimos meses, a cidade registrou um crescimento de 40% no consumo energético, motivado pelo aumento da atividade industrial, decorrente de novos investimentos e ampliação de projetos já existentes.

"A Sadia anunciou que vai dobrar a produção na cidade, além de outros empreendimentos que estão vindo para cá", diz ao lembrar que o aporte financeiro feito pela Renosa no primeiro bimestre deste ano de R$ 60 milhões, que serão aplicados até o fim do ano na ampliação da fábrica de bebidas, que contará com máquinas e equipamentos mais modernos. Este e outros investimentos, na opinião do secretário, são responsáveis pela geração de emprego e renda na cidade, indicadores que são responsáveis pela projeção de um resultados positivos para o ano de 2009, mesmo em tempos de crise. Para se ter uma ideia, o secretário diz que a expectativa é que a economia da cidade seja 6% maior este ano na comparação com 2008.

E todo este otimismo é pautado em um número considerável de empresas. O secretário de Desenvolvimento Econômico de Várzea Grande, Benedito Pinto da Silva, informa que atualmente estão cadastradas junto à prefeitura da cidade, 9,5 mil empresas (comércio em geral), 1,4 mil indústrias de todos os portes e diversas atividades, além dos prestadores de serviços, que contabilizam cerca de 3,5 mil cadastros.

Projeto - Para desenvolver ainda mais o potencial econômico da cidade, o secretário informa que existe um projeto na prefeitura, que concentrará o parque industrial várzea-grandense em um mesmo local. "Isso fará com que várias empresas de diferentes portes estejam reunidas em uma mesma área atraindo para esta localidade empreendimentos menores que poderão ser prestadores de serviços, o que demandará mais mão-de-obra".

Um dos responsáveis pela geração de empregos na Cidade Industrial, como Várzea Grande é chamada, é a indústria de bebidas Marajá. A planta é responsável pelo emprego de 220 trabalhadores e gera indiretamente outros 350. Com 27 anos de atuação no mercado local, o presidente do grupo, Cláudio Bruehmüeller, informa que os investimentos estão a todo vapor. "Fundamos nossa empresa em Rondonópolis e quando nos mudamos para Várzea Grande a cidade nos acolheu de braços abertos. Aqui pudemos expandir e ver o negócio crescer. Temos ainda a perspectiva de ampliar a produção e gerar mais emprego para a cidade". O empresário informa que nos últimos dois anos o aporte financeiro na unidade fabril totalizou R$ 5 milhões.

O gerente da Sorpan, localizado na avenida Couto Magalhães, Genivaldo José da Silva, conta que ao longo dos 24 anos de operação da loja que vende produtos para padaria, confeitaria e sorveteria, vem contribuindo com o aperfeiçoamento profissional e também dando oportunidade para muitas pessoas terem uma renda a mais. "Semanalmente promovemos cursos na área de panificação, confeitaria, sorvetes, bombons, panetones entre outros, proporcionado a pessoas uma atividade para um dinheiro extra".

Competitividade - Para o vice-presidente da Federação do Comércio, Bens e Serviços de Mato Grosso (Fecomércio-MT), Hermes Martins, o comércio de Várzea Grande é tão forte quanto o de Cuiabá, que é a Capital do Estado e não fica atrás quando o assunto é competitividade. Ele exemplifica dizendo que muitos redes varejistas, a exemplo das Pernambucanas, aportaram na cidade (ao invés de ir para Cuiabá) apostando no comércio varejista local.

Dados da Secretaria de Indústria, Comércio, Minas e Energia (Sicme) mostram que Várzea Grande teve a segunda maior captação de recursos em 2008, totalizando R$ 219,6 milhões, atrás apenas de Lucas do Rio Verde, que somou R$ 252,6 milhões. Nos últimos sete anos, 28 empresas da cidade foram beneficiadas com o Prodeic e investiram R$ 285,560 milhões gerando 1,163 mil empregos diretos e 3,538 mil indiretos.

Mercado externo - Várzea Grande também contribui com o comércio exterior mato-grossense. No primeiro trimestre os embarques da cidade somaram US$ 2,885 milhões, sendo que couros bovinos, incluindo búfalos somou US$ 1,669 milhão, o que corresponde a 57,8% do volume total. As carnes desossadas, frescas ou refrigeradas foram responsáveis por US$ 400,455 mil em vendas a outros países, cujos importadores são Itália, Hong Kong, Portugal, China, entre outros.

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