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fraude bancária 24.01.2026 | 10h07

Vorcaro admite crise de liquidez e diz que Master se baseava '100%' no FGC

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Reprodução/Banco Master - Arquivo

Reprodução/Banco Master - Arquivo

O presidente do Banco Master, Daniel Vorcaro, reconheceu em depoimento que a instituição enfrentava uma crise de liquidez, atribuída principalmente a mudanças regulatórias no FGC (Fundo Garantidor de Créditos) e ao que classificou como uma ofensiva reputacional conduzida por parte da mídia.

 

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A declaração foi feita durante oitiva prestada às autoridades, quando Vorcaro foi questionado diretamente sobre a situação financeira do banco. Segundo ele, apesar das dificuldades de caixa, o Master permaneceu solvente até a intervenção.

 

“Existia uma crise, não era de hoje, mas o Banco Master sempre foi solvente, sempre teve muito mais ativo que passivo e sempre honrou todos os compromissos até o dia 17 de novembro”, garantiu.

 

O executivo sustentou que o problema de liquidez teve origem em alterações nas regras do FGC, que impactaram diretamente a capacidade de captação da instituição.

 

De acordo com Vorcaro, o modelo de negócios do banco sempre esteve estruturado dentro das regras vigentes à época.

 

“O plano de negócio do Banco Master era 100% baseado no FGC e não havia nada de errado nisso, essa era a regra do jogo. E, após a gente começar a crescer, muda-se a regra do jogo”, observou.

 

Vorcaro também afirmou que, paralelamente às alterações regulatórias, o banco passou a enfrentar uma deterioração de imagem, que agravou a crise de liquidez.

 

“Inicia-se uma campanha contrária, reputacional contra o banco, que já foi várias vezes provada que não é realidade, pelos mesmos veículos de mídia que são de propriedade de concorrentes, essa é a grande realidade”, salientou.

 

Tentativa de reverter crise
No depoimento, o presidente disse que buscou soluções junto ao Banco Central para evitar impactos sistêmicos e prejuízos ao mercado. Segundo ele, houve tentativas de reorganização do banco por meio de negociações com outras instituições, investidores estrangeiros e operações de venda de ativos.

 

“Desde o primeiro momento que existia essa pressão de liquidez, fui ao Banco Central quase que diuturnamente para criar soluções e evitar um prejuízo para o mercado”, declarou.

 

Vorcaro também afirmou que, até a data de sua prisão, investidores e credores estavam sendo pagos regularmente, ainda que sob forte pressão.

 

O presidente defendeu que a crise poderia ter sido administrada sem medidas extremas e afirmou que os desdobramentos acabaram gerando efeitos negativos não apenas para ele, mas para o sistema financeiro como um todo. “O prejuízo, no final, não foi só meu, foi do sistema financeiro”, constatou.

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