MORAES NO ALVO 15.09.2026 | 16h05

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Montagem/GD
Candidatos a cargos eletivos na eleição deste ano por Mato Grosso se manifestaram diante da sessão do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira (15). O plenário decidirá se autoriza a abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes após a revelação de conversas com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, então dono do Banco Master, a respeito das apurações contra ele e de contratos com escritório de Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre.
O candidato a senador Mauro Mendes (União) disse, em post no Instagram, que “ninguém pode ser intocável” e que “poder também exige limite e responsabilidade”. Ele defendeu, ainda, afastamento de ministros e reformas na corte.
“Ministro do STF não deveria ter cargo vitalício. Defendo mandato de 12 anos. O Supremo precisa voltar a cumprir seu papel de guardião da Constituição”, escreveu o candidato.
“O Supremo não é uma ‘divindade’. Ninguém está acima da lei! Tem que responder. Inclusive com impeachment”, concluiu.
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Janaina Riva (MDB), que é candidata a senadora, também defendeu o que chamou de “reforma profunda no Judiciário” e afirmou que vai atuar para que o Senado exerça sua função de julgar e punir ministros da Suprema Corte.
“O STF enfrenta uma crise institucional sem precedentes, no rastro do maior escândalo financeiro da história do Brasil. E os ministros do Supremo que estão no centro deste escândalo precisam dar respostas à sociedade brasileira, porque ninguém está acima da lei”, afirmou em vídeo.
“Defendo uma reforma profunda no Judiciário e vou lutar para que o Senado exerça de fato a prerrogativa de processar e julgar os ministros do STF por crimes de responsabilidade”, acrescentou.
Quem também se pronunciou foi o candidato a deputado federal Rafael Ranalli (PL). No plenário da Câmara de Cuiabá, onde atua como vereador, ele disse que Alexandre de Moraes deveria estar preso e que ele colocou a Justiça brasileira no “buraco”.
Ao comentar as decisões dos ministros Kassio Nunes Marques e José Dias Toffoli de se declararem impedido e suspeito, respectivamente, para participarem do julgamento, afirmou que o STF se prepara para se tornar uma “pizzaria”, em referência à possibilidade de a corte não autorizar que o seu integrante seja investigado.
“Já são dois votos a menos, então a gente está vendo que encaminha-se para uma grande pizzaria. Só lembrando, foi o Fachin quem anulou as condenações do Lula, foi o Toffoli quem anulou as multas de mais de dez bilhões da JBS, foi o Gilmar Mendes que anulou a quebra de sigilo da empresa do Toffoli, o [ministro Flávio] Dino anulou a quebra do sigilo do Lulinha. Ou seja, a grande pizzaria do STF está instaurada”, disse o candidato.
O julgamento sobre o caso de Moraes foi retomado na tarde desta terça após uma manhã de embates e troca de farpas entre Edson Fachin, que é o presidente da corte, o ministro André Mendonça, que pediu a investigação contra Moraes, assim como os ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes, que são contra a medida.
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