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Nova fase 04.09.2019 | 09h25

Após demissão de Felipão, Palmeiras escolhe Mano Menezes como técnico

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O Palmeiras informa: Sai Felipão, entra Mano Menezes. O gaúcho Luiz Felipe Scolari substituiu Mano na seleção do final de 2012 aos 10 a 1 acumulados por Alemanha e Holanda na Copa de 2014. Agora o também gaúcho Mano empata o jogo – e empate nessa parada é sintomático. É o oitavo técnico do clube desde 2015, sob a gestão de Alexandre Mattos, e o 23º na última década.


A suprema maioria das reações dos palmeirense e da imprensa seguiu no mesmo sentido: “mais do mesmo”, no ditado popular, “retranca por retranca”, na igualdade por baixo, “menos do mesmo”, na ironia cruel, e “Felipão com cobertura de chantilly”, na metáfora ferina.

 

Manifestações diversas da sensação de Mano, a exemplo de Scolari, não resistirá à pulsão de usar o canhão Palmeiras como se fosse uma espingarda de chumbinho. A turma demonstrando de todas as formas acreditar que o caríssimo, bem pago e supervalorizado elenco alviverde continuará a ser subaproveitado.

 

Como Felipão, Mano é amante de uma bela e boa de uma retrancona. Muitas vezes temperada por pancadas desleais de seus comandados e camuflada em expressões e frases como “disciplina defensiva” e “esquema tático rígido montado da defesa para o ataque”.

 

O problema do Palmeiras não é deficiência técnica, e sim falta de uma proposta tática envolvente aliada a motivação e confiança, a tal da “questão anímica”, para usar mais uma muleta verbal da moda na mídia boleira.

 
 

Pode ser que o ânimo melhore no início com a mera troca de ares nos treinos e vestiários. Mas, para reagir na regularidade de tiro longo do Brasileirão, o time precisará voltar a jogar a boa bola. E será que Mano caminhará da rudeza pragmática de sempre para uma ousadia tática capaz de desenferrujar o elenco e fazê-lo voltar ao funcionamento lubrificado de antes da Copa América?

 

Difícil de acreditar. Mano tem conquistas importantes no currículo e, por isso, merece a crença de que poderá ser capaz de produz resultados positivos. Mas é inegável que sua maneira de ver e tratar o futebol é incompatível com as necessidades atuais do Palmeiras. Por essas evidências, as chances de realizar um trabalho ainda abaixo do oferecido por Felipão nos últimos meses, a emenda pior do que o soneto, são reais.

 

Mas, no caso de dar certo, não se iludam: os palmeirenses que hoje jogam pedras na Geni da vez serão seus súditos apaixonados desde sempre. Em 2002, Vanderlei Luxemburgo dispensou jogadores como Claudecir e Magrão do Palmeiras, treinou o clube por uma única partida do Brasileirão, um empate em 1 a 1 contra o Grêmio, na primeira rodada, pediu o boné e foi para o Cruzeiro. O alviverde foi rebaixado e o técnico, execrado e enterrado simbolicamente na cabeça e no coração da torcida. Mas voltou soberano seis anos depois e treinou a equipe por 73 partidas.

 

O próprio Felipão, com o prestígio ferido pelos 10 a 1 acumulados, apanhou sem pena dos torcedores contrariados nessa última passagem. “Retranqueiro”, “velho” e “ultrapassado” foram os rótulos mais leves. Mas foi só começar a vencer e o revival da paixão pelo técnico dos esquemas mesquinhos que produzem resultados voltou a tomar conta das arquibancadas.

Como a palavra sugere, torcedor está aí para isso mesmo: torcer fatos. E o do Palmeiras, por mais irritadiço e pavio curto que seja, não é exceção. Se Mano conseguir reequilibrar as coisas minimamente, bastará o primeiro 1 a 0 sobre o Corinthians e ele, a exemplo do que ocorreu com a torcida do Cruzeiro, grata por duas Copas do Brasil, passará a ser o retranqueiro predileto dos alviverdes passionais - se é que existe algum que não seja.

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