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futebol 30.03.2020 | 16h31

Clubes do mundo inteiro se unem para diminuir os salários e adiantar as férias

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Reprodução/Twitter

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Os clubes de várias partes do mundo iniciaram um movimento para diminuir os prejuízos que vem enfrentando com os campeonatos suspensos por tempo indeterminado.

 

A maior despesa está na folha de pagamento dos jogadores. Por isso, várias reuniões entre dirigentes e atletas estão se intensificando para tentar contornar o problema.

 

Um dos primeiros a se pronunciar foi o todo poderoso Barcelona, que paga salários astronômicos e está sem arrecadar há algumas semanas.

 

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Com a crise do Covid-19 se agravando no país, os dirigentes perceberam que o problema ainda está bem longe do fim. Por isso, pressionaram os jogadores a aceitarem redução dos salários.

 

A resposta veio firme e na voz do principal líder do time, o argentino Lionel Messi. Ele postou nas redes sociais que os jogadores decidiram, por livre e espontãnea vontade, uma redução de 70% nos seus salários.

 

O argentino ainda mandou um recado para o clube, afirmando que não precisava fazer nenhum tipo de pressão através da imprensa, e que eles tinham que fazer um acordo antes de bater o martelo sobre o assunto.

 

Ficou acordado ainda que eles vão bancar 100% dos salários dos funcionários do clube catalão.

 

Na Alemanha os cortes foram bem mais modestos, em torno de 20%. Bayern de Munique e Borussia Dortmund fixaram ainda um corte de 10% caso os campeonatos voltem a acontecer, mas ainda com portões fechados.

 

Em outros clubes de menor expressão, como Werder Bremem e Union Berlim, os jogadores simplesmente abriram mão de seus ordenados nesse período crítico.

 

Na França, os elencos vão continuar recebendo 70% dos salários. Os outros 30% serão pagos pelo Governo.

 

Itália e Inglaterra, outros dois países bastante atingidos pelo Covid-19, ainda não fecharam um acordo, mas a redução dos salários certamente vai acontecer.

 

Aqui no futebol brasileiro, vários clubes já estão antecipando as férias dos seus atletas e reduzindo 25% dos salários, em média. Alguns dirigentes ameaçam inclusive demitir jogadores por ausência de receita.

 

Ninguém poderia esperar outra coisa. Se na Europa existe a preocupação com os prejuízos, imagina para os clubes daqui.

 

Se mesmo com os campeonatos em andamento, os clubes eram deficitários e viviam atrasando salário dos seus jogadores, imagina como fica a situação daqui pra frente.

 

Diante de toda essas dificuldades, que atingiram em cheio também o mundo esportivo, caberia aos clubes tentar fazer uma negociação envolvendo CBF, Federações e atletas.

 

Em alguns grandes centros do futebol mundial, como na Inglaterra por exemplo, os jogadores com os maiores salários do elenco estão aceitando fazer uma redução mais drástica do que ganham.

 

Eles sabem que são responsáveis pelas maiores despesas do clube, por isso, não vejo problema algum negociarem em bases diferentes dos demais.

 

Acho que está na hora das grandes estrelas do nosso futebol, com seus vencimentos astronômicos, se posicionarem diante da gravidade da situação e buscarem alternativas para amenizar o problema.

 

Os presidentes dos clubes também podem sentar com esses jogadores que ganham mais e , teoricamente, poderiam ficar mais tempo sem receber, ou recebendo uma quantia reduzida.

 

Sem falar na CBF, principal interessada no assunto junto com as Federações. Os cartolas do nosso futebol tem que ajudar nesse momento. Seja cobrindo parte do que os clubes não podem pagar, ou liberando os clubes de impostos e outros encargos.

 

Está na hora de todos se sacrificarem. Até para que alguns clubes não cheguem ao ponto de fecharem as portas no final do ano.

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