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Felipão encerra fidelidade ao Palmeiras e quer voltar a trabalhar

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André Durão

André Durão

Luiz Felipe Scolari nunca pediu para ser mandado embora do Palmeiras. Nas três vezes que comandou o clube, sempre acabou dispensado. Ou seja a fidelidade, a lealdade que prega na vida só teve um lado, o seu.

 

Mesmo assim, jamais aceitou trabalhar em outro clube paulista que não fosse o que tem a camisa verde. Mas agora, a menos de dois meses de completar 71 anos, ele está repensando essa ideia. O treinador segue extremamente decepcionado, deprimido pela demissão sumária.

 

Não pelo futebol, mas pelo presidente Mauricio Galiotte não cumprir sua palavra. Ele deu a garantia que Felipão seguiria comandando o Palmeira até o último dia deseu mandato, no final de 2020.

 

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Scolari acreditou. Por isso não descansou o quanto havia avisado a família quando voltou da China. Avisou os familiares que estava 'voltando para casa'. Conversou muito com Alexandre Mattos sobre o projeto do clube e dos bilionários patrocinadores Crefisa e Puma: vencer a Libertadores e internacionalizar o Palmeiras, 'dando a vida' para conquistar o Mundial.

 

Ele adorou. Porque, apesar de haver vencido duas vezes a Libertadores, não venceu o Mundial de Clubes. Perdeu com o Grêmio, nos pênaltis, para o Ajax, em 1995. Mesmo destino com o Palmeiras, em 1999, derrota por 1 a 0 diante do Manchester United.

 

Felipão acreditou que teria três oportunidades. Fracassou na semifinal da Libertadores, na semifinal, diante do Boca Juniors, no ano passado. E neste, parou nas quartas, contra o Grêmio. Os jogos decisivos foram na arena palmeirense, diante da torcida.

 

A decepção foi maior que percebeu. Felipão já trazia o ranço dos 7 a 1. Queria a imprensa brasileira longe. Não deu exclusivas. Tratou de impedir os jogadores palmeirenses de falarem no intervalo das partidas. Interrompeu entrevistas após os jogos. O clima para os repórteres que cobriam o Palmeiras era péssimo. E contaminou as redações de portais, tevês, rádios.

 

Foi muito mal orientado. Porque tudo o que acontecia no futebol tinha o aval de Alexandre Mattos e Mauricio Galiotte. Mas Felipão assumia como sendo sua responsabilidade. Não era. Ele sempre foi um funcionário.

 

E que ficou marcado pela péssima indicação de Carlos Eduardo, jogador velocista que veio do Pyramids. Por R$ 26 milhões. Se gastasse um pouco mais, o Palmeiras poderia recontratar Keno. Mas Felipão garantiu que Carlos Eduardo resolveria. Não resolveu.

 

Pior ainda, foi o aval que deu para a chegada de Felipe Pires, contratado por empréstimo do Hoffenheim. A diretoria palmeirense e, principalmente conselheiros, ficaram revoltados. Pelo atleta ter pouquíssimos recursos técnicos e mesmo assim ter sido aceito por Felipão.

 

A maneira como foi dispensado do Palmeiras, após a derrota para o Flamengo por 3 a 0, com o presidente Galiotte garantino, no mesmo dia do jogo que ele ficaria, qualquer que fosse o resultado, doeu demais. Felipão acredita que nunca mais voltará ao Palmeiras.

 

Mas mesmo milionário, ele decidiu. Seguirá como treinador de futebol. Sente que tem energia, vitalidade. Não quer se aposentar, ficar em casa, 'de pijamas'. E, principalmente, não quer encerrar a carreira tão por baixo. Vai seguir trabalhando.

 

A amigos garantiu que já teve duas sondagens após sua demissão. A primeira foi de um clube árabe. E outra, de uma grande equipe brasileira da Série A. Não quis, porque, além de outros motivos, o clube ainda tem treinador.

 

Na verdade, Felipão, quer montar um novo time em 2020. Escolher os atletas, fazer a pré-temporada. Ter o time, com sua filosofia, nas mãos.

 

A princípio gostaria de trabalhar no Brasil. No Rio, onde nunca treinou clube algum. Em Minas... Ou em São Paulo, já que lealdade de um lado só é estupidez. Até mesmo o Internacional, que sempre considerou um 'oponente' e não um inimigo.

 

"Não tem nenhum time que eu não treinaria. Se pagar bem, eu treino. O Corinthians é um grande time. Por que eu não treinaria? A rivalidade é do torcedor, e não minha. Tenho ambiente muito bom também no Corinthians. Treinaria São Paulo, Taubaté, Juventus, Ituano...", dizia, sério, em 2011.

 

No passado foi procurado por São Paulo, Santos, Corinthians e Internacional. Mas respeitou demais o Palmeiras e o Grêmio. Só que agora, dispensado pelos dois, nos últimos trabalhos no Brasil, Felipão se sente absolutamente livre. E quer trabalhar.

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