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'O TIME TEM A MINHA CARA' 01.03.2026 | 08h54

Filipe Luís vive primeira crise após perder segunda decisão em 2026

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R7 Notícias

Gilvan de Souza/Flamengo

Gilvan de Souza/Flamengo

“Ei, Filipe, vai tomar no...”

 

A torcida do Flamengo gritava em coro ontem, após a derrota do time para o Lanús por 3 a 2 e a perda do título da Recopa Sul-Americana, em pleno Maracanã.

 

O clube mais rico da América do Sul fracassava na sua segunda decisão de 2026.

E os torcedores escolheram o culpado.

 

Filipe Luís.

 

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O mesmo técnico que venceu cinco campeonatos com o Flamengo em apenas 514 dias.

 

E era celebrado pelos torcedores rubro-negros e pela mídia carioca como o melhor treinador brasileiro nos últimos anos.

 

O mesmo que jornalistas do Rio de Janeiro garantiam ser favorito para substituir Diego Simeone no Atlético de Madrid.

 

De acordo com a imprensa espanhola, ele teria acordo para trabalhar na Inter de Milão. E abriria vaga para Filipe Luís, depois da Copa do Mundo.

 

Mas bastaram dois fracassos nas primeiras decisões do Flamengo em 2026 e tudo mudou.

 

Perder para o Corinthians e Lanús, equipes mais fracas que o clube mais rico da América do Sul, foi uma enorme decepção.

Para a torcida e para a direção do clube.

 

A coletiva de Filipe Luís foi diferente de todas que o técnico já deu.

 

Evasivo, fugiu de respostas profundas.

 

Estava visivelmente abalado.

 

Não só com a derrota, mas pela reação da torcida.

 

Foi a primeira vez que ouviu a torcida flamenguista xingá-lo.

 

E também teve de enfrentar a hostilidade de jornalistas do Rio de Janeiro com a derrota na decisão da Recopa.

 

Ele surpreendeu a todos com uma resposta sem a menor consistência e realidade, perguntado sobre a derrota para o Lanús.

 

“Acho que fizemos um grande jogo. Cometemos um erro que nos custou um gol, o adversário praticamente não passou do meio-campo.

 

“E foi assim até quase acabar a prorrogação, quando fizeram o gol de cabeça e depois com o time exposto.

 

“Minha avaliação é de que o time foi superior. Como não ganhamos, essas palavras vão soar mal.”

 

E soaram mesmo.

 

As críticas vieram em avalanche, nesta madrugada, contra o treinador.

 

Principalmente pelas mudanças que fez na equipe. Ele tirou do time Léo Ortiz, Alex Sandro, Paquetá e Cebolinha. Colocou Danilo, Ayrton Lucas, Evertton Araújo e Plata.

 

“Estudamos o Lanús o máximo possível. Escolhi a equipe que, segundo a minha visão, são os jogadores que estão em melhor forma, junto com as características que a equipe precisava.

 

“Tentei equilibrar o máximo possível a equipe para que pudesse realmente jogar dentro da área do Lanús. Para isso, precisava equilibrar muito o ataque segundo as funções que eles executam.”

 

Só que o resultado foi danoso para o Flamengo.

 

O time precisava vencer por uma diferença de dois gols, já que havia perdido na Argentina.

 

E o Flamengo jogou sem um homem de definição no ataque. Pedro e Bruno Henrique ficaram no banco.

 

Arrascaeta e Carrascal tentaram fazer o melhor. Mas não renderam nada.

 

O Flamengo foi uma equipe instável. Conseguiu, com o apoio da torcida, virar a partida, com gols de pênalti de Arrascaeta e de Jorginho, já que o Lanús, que venceu na Argentina por 1 a 0, saiu na frente, no Maracanã, com gol de Castillo.

 

O jogo foi para a prorrogação e o Flamengo tomou mais dois gols, de Canale e Bou.

 

3 a 2, Lanús.

 

Filipe Luís tentou, em vão, justificar o fracasso.

 

“Fizemos um jogo dentro da área do adversário, mas infelizmente tomamos um gol. Conseguimos virar o jogo com muito volume, mas, realmente, quando o time está todo fechado na sua área, não é fácil criar chances.

 

“Mesmo assim, o time manteve o volume e controlou bem até as pernas não aguentarem mais.”

 

Filipe Luís enfrenta a pior crise desde que assumiu o Flamengo.

 

No final do ano passado, ele renovou seu contrato até dezembro de 2027. A torcida do Flamengo e a direção do clube comemoraram. Afinal, o clube havia acabado de ganhar o Brasileiro. Já havia conquistado a Libertadores.

 

Agora, a situação mudou completamente.

 

Filipe Luís é, pela primeira vez, duramente questionado.

 

Não há chance de demissão.

 

Pelo menos por enquanto.

 

Mas há a necessidade de vencer o Campeonato Carioca, para amenizar as cobranças, as críticas a Filipe Luís.

 

A reação imediata à derrota de ontem foi péssima. Por inexperiência ou ego, o treinador negou a realidade, em mais uma perda de título, recurso comum na profissão.

 

Mas ele até agora se mostrava um técnico diferenciado.

 

Se não assumir os erros, não vai crescer, como todo o país acreditava.

 

Sim, o Flamengo está mais desgastado. No calendário insano de 2026, já fez 14 partidas. Enquanto o Lanús, apenas nove.

Mas a falta de rumo do time no Maracanã foi assustadora.

 

O elenco mais caro da América do Sul acabou sendo muito mal usado.

 

O resultado foi justo.

 

O Lanús mereceu ser campeão, marcando, travando o time brasileiro.

 

Mal escalado, nem parecia o mesmo time campeão do país e da Libertadores em 2025.

 

E, com a frustrante derrota, despertou a ira da torcida flamenguista.

 

A ponto de usar o chulo coro para atacar Filipe Luís.

 

Na primeira crise, a hora é de mostrar capacidade.

 

E vencer o Carioca para aliviar a pressão.

 

Comandar o clube mais rico da América do Sul não é para qualquer técnico.

 

E Filipe Luís não é qualquer técnico...

 

 

 

 

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