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enalteceu os brasileiros 28.05.2020 | 15h56

Marta lembra da vida no sertão de Alagoas e fala de dificuldades enfrentadas na vida

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Lucas Figueredo/Divulgação CBF

Lucas Figueredo/Divulgação CBF

A craque da seleção brasileira de futebol Marta foi uma das convidadas da superlive SOS Famílias do Sertão, que aconteceu nesta quinta-feira (28), em todas as redes sociais da RecordTV. Entrevistada pela apresentadora Mylena Ciribelli, a brasileira contou as experiências vividas em Dois Riachos, no sertão de Alagoas, onde nasceu.

 

"Era difícil sonhar com um futuro melhor, se nossa realidade era tão complicada. Só pude entrar na escola aos 9 anos porque minha mãe não tinha como me comprar os livros e cadernos para eu ir. Mas a gente superou tudo isso", lembra a atacante.

 

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Marta conseguiu o primeiro título de melhor do mundo aos 20 anos e confessou que nunca acreditou que chegaria tão longe. "Que eu ia viver do futebol, sempre acreditei. Mas uma menina do sertão de Alagoas virar embaixadora da ONU (Organização Nações Unidas), isso é só para o pessoal do outro mundo. Nunca imaginava conquistar", conta.

 

Orgulho de ser nordestina

Mesmo com todas as dificuldades que passou, falar de Dois Riachos e do Nordeste do País mexe muito com a brasileira que conquistou o mundo com o futebol e foi eleita seis vezes a melhor jogadora do planeta.

 

Quando perguntada sobre o que carrega do lugar onde nasceu, Marta se emocionou. "A emoção, o amor pela minha terra, as lembranças que sempre tenho quando lembro... Me deixa emocionada. E [tenho] essa necessidade de sempre voltar a minha terra", explicou.

 

Igualdade de gênero

Uma das maiores lutas de Marta acontece fora das quatro linhas. É a campanha pela igualdade de gênero. Na Copa do Mundo da França, a atacante não foi patrocinada por nenhuma marca, por exigir que ganhasse o mesmo valor pago aos grandes atletas homens.

 

"Não existe competição entre homens e mulheres. Nós queremos a igualdade de gênero. Hoje, sou a maior artilheira de Copas do Mundo, mas amanhã um homem pode me passar. Tudo bem! Se tem igualdade, vem junto a solidariedade, as opções de trabalho. A igualdade preenche todos os outros requisitos que luto na vida. Reconhecer a igualdade gênero é minha maior bandeira como embaixadora da ONU", defendeu.

 

Marta tem 17 gols e participou de cinco edições da Copa do Mundo.

 

Adiamento da Olimpíada

Em 2020, a jogadora participaria da quinta edição dos Jogos Olímpicos, em Tóquio, mas concordou com o adiamento da competição. "Para o esporte de alto rendimento, foi o melhor a ser feito, porque nos sentiríamos muito inseguras. Não funcionaria como deve ser. Aquelas emoções de disputar uma Olimpíada, encontrar pessoas do mundo todo... Agora é torcer para que aconteça no ano que vem", afirma a atacante.

 

Aprendizado da pandemia

Marta ficou em casa pouco mais de dois meses. Voltou aos treinos na última semana para alívio. "Normalmente reclamamos da pré-temporada. Mas, quando colocamos o pé no gramado e colocamos o pé na bola, foi maravilhoso. Estar mais livre foi muito bom", comemora.

 

Nesse período díficil da pandemia do novo coronavírus, a jogadora acredita que a fé tem ajudado o brasileiro. "O nordestino, o brasileiro, tem muita fé em Deus e sempre acredita que dias melhores virão. Acredito que a fé que temos é um dos ingredientes mais importantes para seguir esses momentos difíceis", disse.

 

Quando a vida voltar ao normal, Marta acredita que o amor ao próximo será mais valorizado pelas pessoas.

 

"As pessoas vão valorizar mais o amor ao próximo. Dizer: "Oi, tudo bem? Meu irmão, amo você". Não fazíamos isso, porque estávamos todos juntos. Acho que quando tudo isso acabar, vamos começar a fazer. Precisamos tirar alguma coisa positiva disso tudo", finaliza a embaixadora da ONU.

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