Publicidade

Cuiabá, Segunda-feira 03/08/2020

Esporte - A | + A

mudança de posicionamento 15.05.2020 | 15h48

Orientado por Ronaldo, Gabriel Jesus deve começar a se impor com Neymar

Facebook Print google plus

Reprodução/Twitter

Reprodução/Twitter

"Meu maior parceiro dentro do campo foi o Bebeto.

 

"A gente começou a jogar junto nas Olimpíadas de 1988, em Seul, e essa parceria foi até 1998. A gente chegou em um determinado momento da carreira que já nos conhecíamos muito, então não precisávamos olhar muito pra onde estava o outro, porque a gente já sabia”

 

Leia também - Coaracy Nunes, ex-presidente da CBDA, morre no Rio aos 82 anos

 

"A maioria dos gols que eu fiz pela Seleção Brasileira, ou um número bem interessante, eu fiz com passe de Bebeto.

 

"Então, te afirmo aqui que o Bebeto foi o melhor de todos."

 

Romário foi firme, direto, como sempre, em 2016.

 

O interessante é que ele jogou com um companheiro muito melhor tecnicamente, com mais repertório, preparo físico, talento: Ronaldo Fenômeno.

 

Mas por que Romário, até hoje, exalta Bebeto?

 

Porque Ronaldo não se dobrou, não aceitou ser mero coadjuvante.

 

A situação merece ser revivida por um simples motivo.

 

Ronaldo Fenômeno e Gabriel Jesus conversaram ontem em uma live concorrida.

 

E ficou claro o incômodo, a tristeza do jogador do Manchester City, pela fraquíssima participação na Copa do Mundo da Rússia.

 

Seis partidas, nenhum gol.

 

Pior do que isso, sem chances reais.

 

Se anulou completamente.

 

Nem parecia a maior revelação da base do Palmeiras.

 

O jogador tão elogiado por Pep Guardiola.

 

Que foi vendido por 27 milhões de libras esterlinas, atuais R$ 196 milhões.

 

"Algo que eu nunca falei, nunca disse pra ninguém, porque era uma coisa minha. Mas depois da Copa eu assisti aos jogos, meus lances.

 

"E eu percebi algo que ninguém analisou.

 

"Eu percebi que eu não criei, mas não perdi gols. Foi algo que aconteceu, tive poucas finalizações nos jogos porque eu criei pouco, mas não perdi chances de gols."

 

"É o maior torneio do mundo. Era a seleção brasileira, a camisa 9, e não fazer gols me machucou muito como pessoa e como jogador.

 

"Mas aprendi muito", disse Gabriel Jesus.

 

O que ele aprendeu e disse, com tanta ênfase, a Ronaldo?

 

A não ser um mero coadjuvante, auxiliar de Neymar.

 

A longa carreira no jornalismo me proporcionou acompanhar treinos e jogos da Seleção nos Estados Unidos, em 1994. E via Bebeto se submeter aos desejos de Romário, que era o 'presidente'. Mandava e desmandava no grupo, com a anuência de Parreira.

 

Ronaldo era reserva do reserva. A primeira opção era Viola. Nos treinos, mostrava talento, mas aos 18 anos, foi ao Mundial para ganhar experiência. Caçula, era sempre alvo das brincadeiras de Romário, que adorava dar peteleco nas orelhas do 'peixe'.

 

Bebeto servia Romário, mas tinha personalidade também para chutar a gol, tentar suas jogadas.

 

Tinha três diferenças básicas com Gabriel Jesus.

 

E que vai além do futebol.

 

30 anos e o fato de já haver disputado, e perdido, a Copa de 1990.

 

E a liderança de Romário e Neymar.

 

Na Rússia, Gabriel Jesus tinha 21 anos. Estava deslumbrado com o Mundial.

 

E não soube se posicionar diante de Neymar.

 

Romário sempre fez questão de se posicionar como principal opção de ataque. Pedia passes, cobrava quando arremate do companheiro era ruim. Mas sabia respeitar limites.

 

Neymar, não.

 

Com o apoio total de Tite, nos treinos e nos jogos, ele se impõe como 'presidente', de uma maneira egocêntrica, que beira o irracional. Mata contragolpes em velocidade, para driblar. Grita a todo instante com os companheiros, exige que corram, marquem por ele.

 

É preciso personalidade forte para ser companheiro de ataque de Neymar.

 

Como Ronaldo foi com Romário.

 

A partir de 1996, quando foi para o Barcelona, o Fenômeno passou a se impor na Seleção. Romário chegava aos 30 anos e as farras e o absurdo excesso do futevôlei cobraram dos seu físico. E a relação se inverteu.

 

Bebeto, aos 32 anos, voltava desgastado ao Flamengo, uma sombra do atacante que foi. Romário perdia seu garçom na Seleção.

 

Na Copa América do ano passado, Gabriel Jesus mostrou que começou a entender que há vida sem Neymar.

 

Com o atacante do PSG contundido e envolvido na acusação de estupro, ele não serviu à Seleção.

 

O que abriu espaço para Gabriel Jesus não ter de correr atrás de zagueiros, marcar laterais e ainda, na hora de chutar a gol, buscar, desesperado, Neymar. Como cansou de fazer na Rússia.

 

Ronaldo, quando acreditou que assumiria a carreira de Neymar, foi quem o convenceu a bater todos os pênaltis, faltas e exigir a camisa 10 da Seleção. Para marcar o máximo de gols e por uma questão de marketing.

 

Tem grande participação no 'monstro' que Renê Simões previu.

 

Ele não percebeu que a geração de Neymar é composta de atletas sem personalidade, para peitá-lo, no ataque da Seleção. Fora a absurda dependência e cumplicidade de Tite.

 

Demorou dois anos, mas Gabriel Jesus percebeu.

 

Ele não pode ser submisso a Neymar.

 

Se quiser ter vida na Seleção Brasileira.

 

Precisa impor limites até a Tite.

 

Não é marcador de zagueiros, de laterais.

 

Desta vez, a concorrência será mais forte.

 

Douglas Costa e Taison não fazem mais parte dos planos.

 

Além de Richarlison, Firmino, surgem Gabigol e Bruno Henrique.

 

Ou Gabriel Jesus se impõe, esquece os chiliques de Neymar.

 

E lembra que é artilheiro também.

 

Chuta, cabeceia, com personalidade para o gol.

 

Deixa de procurar o egocêntrico jogador do PSG.

 

Ou deixará de ser convocado.

 

Gabriel Jesus parece ter entendido...

Voltar Imprimir

Publicidade

Comentários

Enquete

Após a reabertura dos shoppings, você voltou a frequentar como antes da pandemia?

Parcial

Edição digital

Segunda-feira, 03/08/2020

imagem
imagem
imagem
imagem
imagem
imagem

Publicidade

btn-4

Indicadores

Milho Disponível R$ 21,00 -0,47%

Algodão R$ 93,16 -1,50%

Boi a Vista R$ 136,80 -0,87%

Soja Disponível R$ 66,20 -0,15%

Publicidade

Classi fácil
btn-loja-virtual

Publicidade

Mais lidas

Publicidade

O Grupo Gazeta reúne veículos de comunicação em Mato Grosso. Foi fundado em 1990 com o lançamento de A Gazeta, jornal de maior circulação e influência no Estado. Integram o Grupo as emissoras Gazeta FM, FM Alta Floresta, FM Barra do Garças, FM Poxoréu, Cultura FM, Vila Real FM, TV Vila Real 10.1, TV Pantanal 22.1, o Instituto de Pesquisa Gazeta Dados, Gráfica Millenium e o Portal Gazeta Digital.

Copyright© 2020 - Gazeta Digital - Todos os direitos reservados Logo Trinix Internet

É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a devida citação da fonte.