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expectativa 13.02.2020 | 16h21

Para Tóquio, a promessa de uma primorosa seleção de Futebol

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CBF Lucas Figueiredo

CBF Lucas Figueiredo

Praticamente sete décadas depois da sua apresentação de estréia, nos Jogos de Helsinque/1952, enfim no evento do Rio/2016 o Futebol do Brasil levantou a tão ambicionada medalha de ouro de campeão. Já havia envergado a prata em três competições (em Los Angeles/1984, Seul/1998 e Londres/2012), e em duas o bronze (Atlanta/1996 e Pequim/2008). Agora, depois de conquistar, no sufoco e com um elenco bastante desfalcado, a sua vaga no recente torneio Pré-Olímpico Sub-23 da América Sul, certamente levará a Tóquio, entre os dias 24 de Julho e 9 de Agosto, um time muito mais forte e digno do bi.

 

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Ocorre que o Pré-Olímpico, organizado pela Colômbia, entre os dias 18 de Janeiro e 9 de Fevereiro, transcorreu fora daquelas chamadas “Datas FIFA”, em que a entidade máxima do Ludopédio obriga os clubes a liberarem os seus atletas às respectivas seleções nacionais. Motivo basilar pelo qual André Jardine, o treinador do Brasil, não pôde convocar quase todo aquele que seria o seu onze titular. Os Jogos de Tóquio também não acontecerão em “Datas FIFA”. Porém, além de abarcar, em parte, as férias das agremiações da Europa, pela evidente importância histórica o evento compele os grandes profissionais a pressionarem os seus patrões em busca da autorização.

 

Foi assim em 2016, quando Rogério Micale pôde curtir, num elenco de 18 convocados, um terço de provenientes do Exterior, caso de Neymar, então no Barcelona, capitão do Brasil e inclusive o cobrador do penal decisivo no duelo final contra a Alemanha. De novo, como já sucede desde Atlanta/1996, o regulamento permitirá que o treinador da “Amarelinha” chame três craques acima dos 23 anos. E Neymar já assegurou que o seu atual empregador, o PSG da França, não impedirá a sua presença. De todo modo, mesmo com apenas Sub-23 à sua disposição, Jardine, que será respaldado por Adenor Tite Bacchi mais a Comissão Técnica da principal, terá um belo time para trabalhar.

 

Um gaúcho de Porto Alegre, nascido em 8 de Setembro de 1979, André Soares Jardine chegou a bater bola nas categorias de base do Grêmio, mas não se profissionalizou. Assumiu as pranchetas em 2003, no Sub-10 do Internacional, e lá permaneceu até retornar ao Grêmio, em 2013, no Sub-17. Em 2015 se transferiu ao São Paulo, ainda nos menores, e em 25 de Novembro de 2018 substituiu o uruguaio Diego Aguirre no principal. Ficou pouquíssimo no cargo.

 

Caiu em 14 de Fevereiro de 2019, eliminado numa etapa qualificatória da Libertadores. Mas, principiaria a somar sucessos em 3 de Abril, na Sub-20 que, logo em Junho, abiscoitaria o título do celebrado Torneio de Toulon, na França, ao suplantar o Japão no bingo dos penais, 5 X 4. O arqueiro Ivan (Ponte Preta), também o titular da Sub-23 na Colômbia, encaixou a cobrança crucial.

 

Subiram da Sub-20 outros seis titulares de Jardine no Pré-Olímpico: os meio-campistas Matheus Henrique (Grêmio) e Pedrinho (Corinthians), os atacantes Antony (São Paulo), Paulinho (Bayer Leverkusen/Ale) e Matheus Cunha (Leipzig/Ale).

 

Aliás, Paulinho e Matheus Cunha foram apenas dois dos dezessete que estão no Exterior e que ele, originalmente, havia imaginado para a equipe. Forçado pelas circunstâncias, Jardine abdicou dos centrais Gabriel (Lille/Fra) e Ibañez (Atalanta/Ita). Dos laterais Emerson (Betis/Esp) e Ayrton Lucas (Spartak Moscou/Rus). Dos volantes Wendel (Sporting/Por) Douglas Augusto (Paok/Gre), e Douglas Luiz (Aston Villa/Ing). Do avante Gabriel Martinelli (Arsenal/Ing), este uma preciosa revelação de artilheiro.

 

Jardine nem sonhou com o lateral Renan Lodi (Atlético de Madrid/Esp), os atacantes Vinicius Junior e Rodrygo (Real Madrid).

 

E ainda existe uma relação providencial à sua disposição, caso a CBF se envolva no indispensável procedimento político e diplomático de liberação. Alas e zagueiros como Éder Militão (Real Madrid) e Lyanco (Torino/Ita). Meio-campistas como Douglas Luiz (Aston Villa/Ing) e Lucas Paquetá (Milan/Ita). Mais atacantes como Gabriel Jesus (Manchester City/Ing), Richarlison (Everton/Ing) e David Neres (Ajax/Hol). E mais aqueles que atuam por aqui, de Gerson ao Gabigol, do Flamengo.

 

E fora-quota: além de Neymar, talvez um arqueiro como Alisson (Liverpool/Ing) e um zagueiro experiente, como Marquinhos. Talento, enfim, não falta. Resta que Jardine saiba como fazer de tanta gente um esquadrão de fato.

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