CASA DOS MILHÕES 12.04.2026 | 10h00
LUCAS RIBEIRO/CBF
O Santos vive momento delicadíssimo em 2026. Com dificuldades dentro de campo e crise nos bastidores, o Peixe convive também com uma dura realidade: o fracasso, até aqui pelo menos, da dupla Neymar e Gabigol. Camisas 10 e 9, respectivamente, os atacantes acumulam problemas físicos na temporada e têm sido poupados em jogos por controle de carga.
Foi o caso do último compromisso do Peixe, que terminou em derrota por 1 a 0 para o Deportivo Cuencas, pela rodada de estreia da Sul-Americana. No caso de Neymar, a ausência faz parte do planejamento feito pelo departamento médico, comissão técnica e staff do jogador. A ideia é dar preferência para jogos dentro da Vila Belmiro e evitar viagens desgastantes, como era para o duelo no Equador.
Já Gabigol ficou em Santos e passou por um novo tratamento com plasma rico em plaquetas (PRP), procedimento utilizado para acelerar a recuperação muscular, e já tinha a ausência esperada pela comissão. Essa é a segunda vez que o atacante recorre ao método, indicado para atletas que apresentam desgaste físico.
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Quatro jogos e uma vitória
Considerando o ano todo, em pouco mais de quatro meses, foram apenas quatro jogos em que os dois foram titulares juntos, e uma única vitória. Na ocasião, o Peixe venceu o Velo Clube, por 6 a 0, pela última rodada do Paulistão 2026. Nas demais vezes em que começaram a partida, o Alvinegro Praiano não conseguiu vencer.
Logo após a vitória sobre o Velo Clube, o Santos jogou contra o Novorizontino, pelas quartas de final do estadual, e perdeu por 2 a 1. Neymar e Gabigol começaram como titulares e pouco produziram, e o camisa 10, inclusive, falhou no primeiro gol do time do interior paulista. O gol santista foi marcado por Gabriel Bontempo.
Depois, a dupla só voltou a atuar junta contra o Corinthians, em jogo que terminou em empate por 1 a 1. Gabigol fez o gol santista, mas só. Já Neymar teve atuação ruim e sem brilho. Contra o Internacional, a dupla novamente começou jogando e, mais uma vez, o resultado em campo foi ruim: 2 a 1 para os Colorados e demissão de Juan Pablo Vojvoda.
Depois da chegada de Cuca, o Santos jogou contra Cruzeiro, Remo, Flamengo e Deportivo Cuenca. Contra o Cabuloso e diante dos equatorianos, nenhum dos dois esteve presente. Já contra o Remo, Neymar foi protagonista e participou dos dois gols, mas o cenário não se repetiu contra o Fla, em que o camisa 10 sequer viajou e Gabigol só saiu do banco de reservas na metade final do segundo tempo.
Mais custo que benefício
Enquanto pouco ajudam em campo, Neymar e Gabigol têm ganhos valiosos no Peixe. No caso do camisa 10, a situação é complexa, e os valores são altos, especialmente para a realidade santista. O salário de Neymar gira em torno de R$ 1 milhão por mês. No entanto, o atacante tem participação nos lucros obtidos em acordos publicitários desde o contrato do ano passado, valores que não foram devidamente repassados ao jogador e se somam numa dívida de mais de R$ 90 milhões.
Segundo Cosme Rímoli e Fabiano Farah, colunistas do R7, são R$ 26 milhões, divididos em cinco parcelas de R$ 5,2 milhões (de janeiro a maio de 2026), mais 43 parcelas mensais de R$ 1,5 milhão a partir de junho, com previsão de quitação total em dezembro de 2029. Como garantia, Marcelo Teixeira colocou o CT Meninos da Vila como lastro de pagamento, e uma cláusula pra lá de polêmica: o parcelamento só continua em caso de reeleição de Teixeira.
Já Gabigol tem vencimentos mais “modestos”. Ao fechar com o Cruzeiro, no ano passado, o atacante acertou um salário de R$ 2,5 milhões por mês. No empréstimo ao Santos, ficou estabelecido que o Peixe pagaria metade do salário, ou seja: R$ 1,25 milhão. Considerando os gastos mensais com os dois, o Peixe desembolsa R$ 8,45 milhões por mês com a dupla, pelo menos até maio deste ano.
Quando a dívida com Neymar de R$ 26 milhões for quitada, a partir de junho, o custo mensal da dupla cairá para R$ 3,75 milhões.
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