de volta à elite 07.01.2026 | 18h20

redacao@gazetadigital.com.br
Olímpio Vasconcelos
O Mixto vai jogar a Série A1 do Brasileirão Feminino em 2026. Com a desistência de dois clubes, a equipe mato-grossense, ao lado do Vitória (BA), foram escalados para disputar a primeira divisão do campeonato nacional. A Federação Mato-Grossense de Futebol (FMF) e o presidente da Sociedade Anônima de Futebol (SAF) do clube, Dorileo Leal, receberam o anúncio do presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Samir Xaud, nesta quarta-feira (7).
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O Mixto terminou em 6º na Série A2 do último ano. Com a desistência de Fortaleza e Real Brasília, duas vagas se abriram. Por serem as duas melhores equipes abaixo do G4, que se classifica para a A1, o Vitória (5º) e o Mixto subiram para a primeira divisão.
O futebol mato-grossense retorna para o topo do futebol feminino após 13 anos, quando o próprio Mixto, em 2013, disputou a Série A1 pela última vez. A equipe feminina será a única de Mato Grosso na elite do futebol nacional, considerando masculino e feminino.
Dorileo Leal chamou o momento de "histórico" para o futebol do estado. Com a participação garantida, o clube já garante uma premiação de R$ 720 mil na primeira fase.
"É um dia histórico para o futebol de Mato Grosso em todas as categorias. É o retorno de Mato Grosso à Série A do futebol brasileiro, não importa se é categoria feminina ou masculina. Nós voltamos à Série A do campeonato nacional",
O presidente da SAF do Novo Mixto ainda destacou que o estado vai receber a elite do futebol brasileiro. Os jogos acontecerão no Dutrinha ou na Arena Pantanal, conforme determinação da CBF.
Nos últimos dias, o Fortaleza tentou voltar atrás da decisão de desistência e buscou uma parceria com o R4, clube do ex-jogador Ronaldo Angelim, em Juazeiro do Norte, no interior do Ceará, atualmente na Série A3 do Feminino.
A medida, porém, não foi aceita pela CBF, ação que foi elogiada pelo presidente da SAF. Para Dorileo, seria um caso clássico de "conflito de interesses".
"Isso seria muito ruim para a imagem do futebol feminino nacional. Seria um precedente muito perigoso para o futuro da categoria no Brasil. A CBF prontamente agiu, através do presidente Samir Xaud, sendo firme para que fosse respeitado o regulamento do campeonato", ele afirmou.
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