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pedido de liberdade 19.06.2019 | 12h14

Acusação contra Arcanjo é a mesma de operações passadas

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João Vieira

João Vieira

A defesa de João Arcanjo Ribeiro protocolou na 7ª Vara Criminal de Cuiabá o pedido de habeas corpus, pedindo a revogação de prisão preventiva do ex-comendador que está preso desde o dia 29 de maio.  Segundo o advogado, Zaid Arbid, as acusações  levantadas durante a Operação Mantus não apresenta fundamentos de que Arcanjo tenha retomado o comando do jogo do bicho.

 

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“Do ponto de vista material, a investigação contida nos autos não destinou a João Arcanjo Ribeiro qualquer participação efetiva, concreta e até mesmo indiciária/convincente nos atos delituosos apurados e tipificados nos apontados dispositivos legais”, diz trecho do documento. 

 

No pedido protocolado no dia 13 de junho deste mês, Zaid defende ainda que as provas coletadas não comprovam ações ilícitas do bicheiro. “Para que os atos ilícitos repelidos pela ‘Operação Mantus’, não existe uma só passagem a informar a sua participação, direta ou indiretamente, nos crimes atribuídos aos demais aos demais  e supostamente participantes com ele envolvidos”, diz. 

 

O documento acusa ainda que para manter Arcanjo preso, a Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e o Ministério Público Estadual (MPE) estariam utilizando acusações já levantadas em investigações anteriores. “O enredo desenvolvido na ‘Operação Mantus’ guarda estreita correspondência com o enredo da ‘Operação Arrego’. É quase plágio”, acusa.

 

Por fim, ele sustenta ainda que diante da prisão de Arcanjo, não seria possível manter contato com o genro, Giovanni Zem, então acusado por continuar liderando os negócios de Arcanjo. “Não sabe e, após 14 (anos) de reclusão, não se vê no direito de conferir o que Giovanni faz ou o que está fazendo. Até porque, enquanto preso, não poderia ter essa curiosidade”, afirma.

 

Operação Mantus

 

A Operação Mantus foi deflagrada no dia 29 de maio passado pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e Delegacia Fazendária para investigar a prática de contravenção do jogo do bicho e lavagem de dinheiro.

 

As empresas Ello FMC e Colibri são apontadas como administradoras dos jogos de azar Estado e 32 pessoas foram presas na ação policial.

 

 

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