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2º dia de julgamento 07.11.2019 | 13h30

Defesa cita deputada, critica promotor e pede absolvição de Lesco

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Jessica Bachega e Pablo Rodrigo

redacao@gazetadigital.com.br

João Vieira

João Vieira

14h45: “É um processo constrangedor para todos nós, difícil para os advogados. O momento mais constrangedor para Barros não foi a data da prisão, interrogatório e recebimento da denúncia, o momento mais difícil foi a revogação da cautelar. Ele foi submetido de substituir a prisão pelo monitoramento eletrônico, homem cuja reputação foi assassinada nesse processo”, narra Gahyva, explicando que Ronelson recusou usar tornozeleira eletrônica.

 

Gahyva defende que o envolvimento do coronel no esquema se limitou ao aprimoramento da ferramenta, e que o elemento trazido pela acusação seria a participação dele em um grupo no WhatsApp com outros militares, que operavam o mesmo equipamento. 

 

“A tornozeleira é um elemento que transforma o estigma social do militar preso em um estigma pessoal. Ele fica com a sensação de amarra, por um fato do qual ele não cometeu”, explica a defesa. “Ele deveria ser réu e não testemunha”.

 

13h51: A defesa do coronel Ronelson Jorge de Barros, representada pelo advogado Saulo Gahyva, inicia afirmando que "nunca viu um processo com tamanha interferência do Ministério Público por conta das confissões dos réus".

 

No primeiro dia de julgamento, o promotor Allan de Ó pediu a absolvição do coronel, bem como do tenente-coronel Januário Antônio Batista. A defesa concorda com o posicionamento do MP, porém diz que vai rebater as premissas que foi usada.

 

Gahyva ainda aponta que o pedido do promotor Allan do Ó, de que se anexasse novos depoimentos que poderiam revelar novas condutas do cel Ronelson, soou como balbúrdia.

 

13h33 - Após intervalo de 20 minutos, o juiz Marcos Faleiros determinou a retomada do depoimento e o advogado Stalin  Paniago, que defende o coronel Evandro Lesco. Desde quarta-feira (6) é realizada audiência para julgamento de ações referente a grampolândia pantaneira.

 

Leia também - 'Fomos enganados por esse grupo político', diz defesa de Zaqueu

 

Na sustentação, o defensor cita discurso da deputada Janaina Riva (MDB) que pediu o perdão judicial para os coronéis. "Essa notícia está na imprensa. Ela que foi vítima dos grampos pede a absolvição porque sabe que os militares só obedeceram ordem superiores", argumentou. 

 

O jurista ainda ressaltou que o perdão judicial é uma possibilidade, mas quer a absolvição do cliente, que teve e “hombridade” de admitir o erro. Na oportunidade, Paniago criticou o promotor de Justiça Allan do Ó, que usou de ironia ao falar dos réus e pressionou a todos durante a audiência.

 

A defesa ainda cita que Lesco trabalhou na prisão do pistoleiro de Arcanjo, Célio Alves, e foi baleado na ocasião. O advogado ainda ressalta que o MPE não aceitou a delação do acusado. Diz que tem acompanhado os arquivamentos feitos pelo MPE.

 

13h44 -  Paniago, ainda ressalta que é inquestionável que houve uma determinação ao coronel Lesco, por parte de Zaqueu. Ele determinou que Gerson e Torezan se apresentassem ao Zaqueu. Esse ato não configura movimentação de tropa e tão pouco ação militar.

 

"Não é o caso de perdão judicial, não é o caso de passar a mão na cabeça. É de dar a Cesar o que é de Cesar. E ele não se ampliou a essa conduta do que está no artigo 169 do CPM", destaca o defensor.

 

A defesa ironiza que entre os números grampeados não estavam adversários políticos ou amantes de Lesco. 

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