Publicidade

Cuiabá, Sábado 08/08/2020

Judiciário - A | + A

TIRO NA CABEÇA 01.08.2020 | 11h00

Defesa pede para que pai da amiga de Isabele não seja indiciado pela morte da menor

Facebook Print google plus
Pablo Rodrigo e Yuri Ramires

redacao@gazetadigital.com.br

João Vieira

João Vieira

Em documento protocolado na 10º Vara Criminal de Cuiabá, o empresário Marcelo Cestari, por meio da sua defesa, pede para que não seja indiciado pelo crime de homicídio culposo na morte da adolescente Isabele Guimarães Ramos, 14, que aconteceu dentro de sua casa, no condomínio Alphaville, em Cuiabá, após ser atingida por um tiro disparado supostamente de forma acidental pela filha dele. 

 

“O requerimento de indiciamento do investigado pelo suposto cometimento do crime de homicídio culposo, no seio dos autos de uma posse irregular de arma de fogo é descabido, pois o Ministério Público, assim como o Poder Judiciário, não detém legitimidade para imiscuir-se na discricionariedade privativa do delegado de polícia, a quem exclusivamente cabe a prática deste ato administrativo”.

 

Leia também - Ouça áudio – Empresário diz ao Samu que adolescente caiu no banheiro

 

Para os advogados Ulisses Rabaneda e Renan Serra, promotor ou juiz não podem exigir que alguém seja indiciado pela autoridade policial, já que isso configura o mesmo que ‘demandar à força que o presidente do inquérito conclua ser aquele o autor do delito’.

 

A defesa pede ainda que a Justiça não reconheça a empresária Patrícia Guimarães, mãe de Isabele, como assistente de acusação na fase do inquérito que o investiga por porte irregular de arma de fogo, que motivou sua prisão em flagrante no dia 12 de julho e requer ainda uma nova fiança, no valor de R$ 10 mil.

 

De acordo com Rabaneda e Serra, Cestari ‘não se opõe a participação e acompanhamento de Patrícia na investigação do triste acidente que vitimou sua filha. Contudo, isso deve ocorrer nos autos correlatados, que apura o homicídio culposo, não nos presentes”, diz trecho do documento.

 

Fiança e prejuízo com pandemia

Os advogados deixam claro que as armas encontradas na casa e que estavam em situação irregular só não estavam no nome do empresário, mas estão dentro de toda a legalidade, pertencendo ainda ao amigo da família, que assim como ele, também é praticante de tiro esportivo.

 

Fica claro para a defesa que a fiança aplicada ao empresário, que atualmente é de R$ 209 mil, está tendo como justificativa a morte de Isabele, o que não corresponde ao que ele vem sendo investigado. “Ele não foi autuado em flagrante por homicídio culposo, e nem poderia, já que este delito não o admite. Afiança arbitrada pelo juízo singular se deu no bojo pelo suposto crime de posse ilegal de arma de fogo, que se caracteriza como delito de mera conduta, não havendo que se falar em vítima determinada e, por esta razão, em eventual indenização”.

 

Apesar de morar em um condomínio de luxo e contar até com uma aeronave, foi argumentado que o empresário está passando com ‘severa dificuldade de liquidez financeira em período de pandemia’. Só em 2020, a empresa dele deixou de faturar um terço do que ganhou no mesmo período do ano passado e acumulou um prejuízo de R$ 636.965,50.

 

Foi alegado ainda que, em razão disso, fez dois empréstimos bancários que somados atingem o valor de R$ 500 mil para arcar com os compromissos da empresa. Todos os valores foram citados foram apresentados em documentos pela defesa.

 

Quanto a aeronave, que é usada como forma de demonstrar sua condição financeira, os advogados esclarecem que ela não se encontra em condições de voo. “Esteve envolvida em um acidente no final do ano passado, o qual demanda reparos mecânicos ao custo de mais de R$ 600 mil”.

 

Direito a se manifestar por último

Além disso, os advogados pedem para que seja garantida à defesa o direito de sempre se manifestar por último, isso é, dando o direito de réplica. Foi argumentado que, se o Ministério Público fizer uma réplica quanto aos argumentos defensivos, requer uma oportunidade antes da decisão judicial o direito da réplica da defesa.

 

“Nesse contexto, não se mostra adequado, data vênia, a concessão de nova vista dos autos ao órgão ministerial, para exercer réplica. Não cabe ao Ministério Público rebater os argumentos da defesa quando esta se manifesta em resposta aos pedidos dos autos, posto que esta-se-ia a se manifestar em uma espécie de contraditório do contraditório, o que não de admite”.

Voltar Imprimir

Publicidade

Comentários

cidao - 02/08/2020

mais ele é responsavel pois aconteçeu dentro da casa dele e foi a filha dele que cometeu o deleito.Se ele é tão santo assim porque não se apresenta,quanto ao delegado não sei porque ele não pediu prisão desse empresario,estão a morte da menina como circo. Só perde quem morre,se fosse em pais sério isso já seria resolvido! nunca o brasil entrará para nenhuma organização internacional séria enquanto as nossas autoridades agir com se estive na idade média.

1 comentários

1 de 1

Enquete

Após a reabertura dos shoppings, você voltou a frequentar como antes da pandemia?

Parcial

Edição digital

Sexta-feira, 07/08/2020

imagem
imagem
imagem
imagem
imagem
imagem

Publicidade

btn-4

Indicadores

Milho Disponível R$ 20,55 1,23%

Algodão R$ 91,78 0,12%

Boi a Vista R$ 136,00 0,00%

Soja Disponível R$ 66,50 -0,15%

Publicidade

Classi fácil
btn-loja-virtual

Publicidade

Mais lidas

Publicidade

O Grupo Gazeta reúne veículos de comunicação em Mato Grosso. Foi fundado em 1990 com o lançamento de A Gazeta, jornal de maior circulação e influência no Estado. Integram o Grupo as emissoras Gazeta FM, FM Alta Floresta, FM Barra do Garças, FM Poxoréu, Cultura FM, Vila Real FM, TV Vila Real 10.1, TV Pantanal 22.1, o Instituto de Pesquisa Gazeta Dados, Gráfica Millenium e o Portal Gazeta Digital.

Copyright© 2020 - Gazeta Digital - Todos os direitos reservados Logo Trinix Internet

É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a devida citação da fonte.