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Judiciário - A | + A

morta aos 11 anos 27.02.2020 | 11h09

‘Estou preparada’, diz avó de Mirella sobre encontro com madrasta em audiência

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Eduarda Fernandes

eduarda@gazetadigital.com.br

Marcus Vaillant

Marcus Vaillant

Essa foi uma noite especialmente difícil para Claudina Chuê Marques, 56, avó de Mirella Poliana Chuê de Oliveira, assassinada aos 11 anos por envenenamento em 2019. Nesta quinta-feira (27), será a primeira vez que ela verá pessoalmente Jaira Gonçalves de Arruda, 42, madrasta da menina e principal suspeita de tê-la envenenado. A partir das 14h será realizada a primeira audiência do caso, na 14ª Vara Criminal, no Fórum de Cuiabá.

 

“Tive muitos pesadelos durante a noite. Parece que estou perdendo minha netinha novamente, mas vou conseguir ir em frente lutar pela Justiça. Estou preparada, o coração está calmo”, fala em entrevista ao .

 

Leia também - Delegado aguarda diligências para pedir exumação de avô de Mirella

 

Claudina sabe que não será fácil ver Jaira cara a cara, mas conta que já foi orientada por seu advogado sobre como agir durante a audiência e o que poderá enfrentar. “A reação não vai ser fácil, ficar de frente para ela. Porque eu quero ver, quero fazer perguntas. Acho que Deus está me dando força coragem para enfrentar tudo isso. Já passei 10 anos lutando por conta da morte de uma filha”.

 

A motivação para o assassinato de Mirella, segundo a investigação policial, era a herança da menina, avaliada em R$ 800 mil, montante que só seria liberado quando ela completasse 18 anos. O valor é decorrente de uma ação indenizatória por conta da morte da mãe, que ocorreu logo após o parto de Mirella, por erro médico.

 

Jaira teria dado pequenas doses diárias de veneno para a criança durante dois meses. A madrasta está presa desde 9 de setembro de 2019. Foi indiciada por homicídio duplamente qualificado, praticado por envenenamento e motivo torpe.

 

Claudina se apega na fé para enfrentar o momento. “A gente está sendo forte, vamos conseguir encarar tudo isso. Estou pedindo a Deus que dê muita força à minha família, meus amigos, a todos nós. O que ajuda a gente a sobreviver é a família, os amigos que temos e o trabalho, porque trabalhando a gente consegue colocar o juízo no lugar e ter calma”.

 

Para a vó de Mirella a sensação é de que o tempo não passou. Mesmo depois de 8 meses da morte de Mirella, é como se a criança tivesse partido hoje. “As lembranças são muitas. Ela convivia muito comigo, era muito feliz com a família. O tempo todo, todo final de semana era com eles [os netos]”.

 

O único pedido de Claudina é que a justiça seja feita e que Jaira permaneça presa. “Que ela não saia da cadeia, é essa a nossa solução. É por isso que estou brigando, que estou dando minha cara a tapa. O que ela fez foi de caso pensado, envenenar durante 2, 3 meses. Ela planejou isso, não é justo”.

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Comentários

Valteir - 27/02/2020

Cuiabano, você falou tudo. Cadê o pai dessa pobre criança. cadê esse pai que não percebeu que esse monstro estaria matando sua filha. A Justiça tem que bloquear esse dinheiro e não dar pra ninguém. Se o pai pegar nesse dinheiro vai dar pra essa vagabunda matar o restante do pessoal desse criança.

cuiabano - 27/02/2020

Eu gostaria de saber, o pq o pai dessa menina nunca aparece querendo justiça, muito estranho tudo isso, só aparece esse Vó gente, desde quando li pela primeira vez desse caso, vejo somente a dona Claudina nas manchetes!

2 comentários

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