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Judiciário - A | + A

caso Scheifer 11.04.2019 | 16h42

Ex-comandante do Bope desconhece briga e diz que tiro foi por acidente

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Otmar de Oliveira

Otmar de Oliveira

No segundo dia de audiências de instrução, realizado nesta quinta-feira (11), sobre assassinato do tenente do Batalhão de Operações Especiais (Bope), Carlos Henrique Paschioto Scheifer, foi ouvida apenas uma testemunha de acusação, arrolada pelo Ministério Público. Pelo crime de homicídio triplamente qualificado são réus: Lucélio Gomes Jacinto, Joailton Lopes de Amorim e Werney Cavalcante Jovino.

 

Scheifer morreu com um tiro no tórax durante operação de busca a suspeitos de assalto a bancos na modalidade 'Novo Cangaço', em Matupá (695 km ao norte de Cuiabá). Inicialmente foi informado que Scheifer teria sido atingido por bandidos. Porém, uma perícia técnica comprovou que foi do fuzil do cabo Jacinto que saiu o disparo que atingiu o tenente do Bope. Joailton e Werney foram cúmplices ao dar a versão sobre a morte no confronto.

 

Em depoimento, o tenente-coronel José Nildo Silva de Oliveira, que era o comandante do Bope à época dos fatos, explicou sobre o funcionamento operacional de uma tropa em confronto. Ele esclareceu que durante ataque o oficial é treinado pra procurar o alvo e revidar a injusta ameaça. E que geralmente é feito com "tiros de repetição" e a arma deve estar em posição de disparo.

 

Questionado pelo MP sobre discussão que o tenente haveria tido com cabo Jacinto, supostamente em razão da morte de um suspeito durante cerco policial, Nildo disse que o fato não teria ocorrido por acreditar que Scheifer relataria qualquer problema na ocorrência. "Pela conduta dele (Scheifer), ele teria tomado providência com essa guarnição", afirmou.

 

Nildo não acompanhou a operação no local dos fatos, porém era informado de tudo através de mensagens do grupo dos oficiais do Bope e também através de ligação. No dia que Scheifer saiu para sua primeira operação, Nildo diz que ele mesmo escolheu a guarnição que o acompanhou e que até aquele momento não havia problemas na equipe. 

 

"Aconteceu fato inusitado que forçou eles a terem entrado na mata, em seguida disparado um tiro e resultado na morte de Scheifer", pontuou o Nildo. Após a morte de Scheifer, Nildo se deslocou até a cidade de Matupá. Lá ele disse ter dado ordens ordens para o recolhimento do fuzis, não apenas de Scheifer, mas a de seus subordinados também e descreveu a impressão que teve dos 3 oficiais. "Eu entendi que eles estavam abalados com a situação". 

 

O tenente-coronel também foi questionado sobre a conduta de Jacinto pela defesa do réu. "Eu acompanhei alguns problemas familiares dele. Ele respondeu procedimento sobre um problema que teve com um oficial. Eu autorizei o procedimento administrativo e o puni, com 10 dias de prisão. Mas como não havia nenhum problema com a unidade optei por não transferí-lo", contou. 

 

Em depoimento, Nildo relatou que o tiro disparado por Jacinto contra Scheifer teria sido acidental e que pelo erro 4 famílias estão sofrendo. "Tenho sentimento, não de culpa, porque o erro não foi meu. Sinto por ter perdido um oficial, sinto pelas 4 famílias que sofrem com isso. Eu sinto esse peso, não queria estar aqui.  Acredito que não [foi proposital]. Foi um erro, um acidente", disse. 

 

 

Entenda o caso

A motivação do crime, segundo o MPE, foi evitar que o tenente Sheiffer adotasse medidas contra os denunciados que pudessem resultar em responsabilização e, até mesmo eventual perda da farda, por desvio de conduta em uma operação que culminou na morte de um dos suspeitos de roubo na modalidade “novo cangaço”.

Conforme os autos do MPE houve divergências no registro de uma ocorrência sobre a morte de um suspeito, em que a vítima e o cabo Jacinto se desintenderam por conta de declarações falsas inseridas no boletim.

No mesmo dia Sheiffer foi morto por tiro na região do abdomên, durante diligência realizada no local de um confronto ocorrido no dia anterior.

Os colegas de farda relataram que o tenente foi atingido por um suspeito que estava em meio à mata. Porém ficou comprovado que o projétil alojado no corpo do tenente partiu de um fuzil portado pelo Cabo PM Lucélio Gomes Jacinto

 

Desde então os militares têm mudado as versões sobre o fato ocorrido no dia da morte de Carlos Henrique Paschiotto Scheifer.

 

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