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julgamento da grampolândia 07.11.2019 | 10h10

'Fomos enganados por esse grupo político', diz defesa de Zaqueu

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Thalyta Amaral e Pablo Rodrigo

redacao@gazetadigital.com.br

João Vieira

João Vieira

Atualizada às 11h45 - O promotor de Justiça Allan do Ó voltou a causar polêmica durante o julgamento dos militares envolvidos no esquema da grampolândia pantaneira. Ele interrompeu a argumentação do advogado do coronel Zaqueu Barbosa e foi necessária a intervenção do juiz para que o julgamento continuasse.

 

Por causa das interrupções do promotor, o advogado Francisco Monteiro solicitou que ele fosse retirado da sala de audiência. O juiz Marcos Faleiros pediu a Allan do Ó que se acalmasse e deixasse de interferir no andamento do julgamento.

 

Após esse imprevisto, Monteiro finalizou as argumentações e encerrrou a defesa. Foi concedido um intervalo de 15 minutos e no retorno será a vez da defesa do coronel Evandro Lesco se pronunciar.

 

Atualizada às 11h13 - O segundo advogado do coronel Zaqueu Barbosa, Francisco Monteiro, reforçou os argumentos da colega de defesa, Cibelia Menezes. Monteiro afirmou que "Zaqueu foi seduzido nesse projeto e fez o que nunca tinha feito" e que o julgamento deve ser feito com base em argumentos jurídicos e não morais.

 

A justificativa para a participação do coronel no esquema, é que ele acreditou no "discurso contra a corrupção" e "confessou que os fins pudessem justificar os meios".

 

Para o segundo advogado do militar, o Ministério Público "quer escandalizar uma confissão que se faz na fase judicial".  Por causa da ilicitude das provas, a defesa pediu a absolvição do coronel Zaqueu.

 

Tendo em vista que "para descobrir o crime de interceptação, se fez interceptação. Então, para se descobrir um crime, praticaram outro crime", argumentou Francisco Monteiro.

 

De acordo com o advogado, o que está em julgamento é se houve ou não o grampeamento ilegal de telefones. E, que se a interceptação não era de competência da PM, Zaqueu não pode ser julgado na Vara Militar por essa questão.

 

Atualizada às 10h15 - Há mais de uma hora a defesa do coronel Zaqueu Barbosa argumenta sobre a idoneidade do réu e de que ele não teve envolvimento no caso conhecido como grampolândia pantaneira. Segundo a advogada Cibelia Menezes, o coronel e outros foram "enganados por esse grupo político".

 

De acordo com a defesa de Zaqueu, as tentativas de delação premiada tem o objetivo de "macular a imagem" do militar.

"O Ministério Público quer usar as escutas clandestinas ilegais para condenar o coronel Zaqueu, e, ao mesmo tempo, quer validar as escutas ilegais. Ora, se é ilegal, não deve ser utilizado como prova", argumentou a advogada.

 

Leia também - Começa segundo dia de julgamento da grampolândia pantaneira

 

Menezes também enfatizou que as declarações de Zaqueu na Polícia Civil não trazem nenhum prejuízo para o julgamento, tendo em vista que o caso das escutas ilegais tramita na 7ª Vara Criminal.

 

A declaração se refere ao pedido do ex-governador Pedro Taques (PSDB) de suspensão do julgamento, porque o coronel declarou à Polícia Civil que o ex-governador ordenou a destruição das placas utilizadas nos grampos ilegais.

 

Sobre a acusação de que o coronel Zaqueu falsificou documentos, a defesa rebateu que o réu tenha cometido esse crime. "Vocês ouviram do Zaqueu Barbosa que ele teria feito isso? Não, ninguém ouviu isso porque ele não falou. Então temos que tomar cuidado quando se fala em réus confesso. Não há isso, o Ministério Público tenta impor que estamos diante de réus confessos. E isso não é verdade".

 

Para a advogada, o MPE "não está convencido das provas que produziu" e, por isso, "tenta pressionar o Conselho de Sentença para divergir do juiz Marcos Faleiros, ao dizer que eles podem divergir do voto do juiz, como se soubesse antecipadamente o voto".

 

Ela ainda se dirigiu aos coronéis do Conselho de Sentença da 11ª Vara Militar. "Não sinta-se constrangidos, encurralados para ter que condenar".

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