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Atropelado no trabalho 16.06.2020 | 07h18

Gari que teve perna dilacerada ainda luta por indenização

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Eduarda Fernandes

eduarda@gazetadigital.com.br

Otmar de Oliveira

Otmar de Oliveira

Um ano e 7 meses após ter a perna esquerda amputada por conta da colisão entre o Jeep Renegade dirigido pela procuradora aposentada Luiza Farias Correa da Costa e o caminhão de lixo em que trabalhava, Darliney Silva Madaleno ainda segue sua batalha na Justiça.

 

O atropelamento gerou duas ações. Uma criminal, proposta pelo Ministério Público Estadual (MPE) em julho de 2019 e que ainda está na fase de instrução, ou seja, na oitiva de testemunhas. E uma ação cível, que tramita desde março de 2019 na 4ª Vara Cível de Cuiabá e pede indenização por danos morais, materiais e estéticos no valor de R$ 1.497.779 e que também não foi concluída.

 

Leia também - MPE denuncia procuradora que atropelou gari que teve perna amputada

 

O acidente ocorreu na madrugada de 20 de novembro de 2018, na avenida Getúlio Vargas, em Cuiabá. Darliney foi encaminhado ao Pronto-Socorro da Capital e precisou amputar a perna atingida. O caminhão estava parado na faixa esquerda, enquanto Luiza trafegava pela faixa central, no sentido centro. Ela colidiu com o veículo pela lateral e atingiu o funcionário.

 

Rubens Alves da Costa, colega de trabalho de Darliney, estava com ele no momento do acidente. Em depoimento prestado em 28 de novembro daquele ano, ele relatou que o caminhão estava parado na avenida Getúlio Vargas, na pista da esquerda e devidamente sinalizado com giroflex e alerta ligados.

 

Reprodução

gari atropelado darliney silva madaleno

 

Rubens contou que ambos estavam na parte de trás do caminhão quando Darilney foi atingido pelo veículo e teve a perna dilacerada. "Que com o impacto o declarante foi procurar onde estava a vítima Darliney, rodeou o Jeep e encontrou a vítima sobre o solo, caído no chão  já com a perna praticamente 'decepada, moída', sentindo muitas dores, gritando de dor, perguntando o que estava acontecendo", diz trecho do depoimento.

 

Segundo Rubens, a procuradora tentou dar partida no veículo, mas foi impedida pelo motorista do caminhão de coleta de lixo, Aldo Murilo Brito Barbosa. Ele relatou que ela tinha "visíveis sinais de embriaguez como forte odor etílico, estava desorientada, andar cambaleante, fala embaralhada".

 

Versão da motorista

Em nota enviada à imprensa à época, a procuradora disse que os vídeos do acidente não comprovaram que havia bebido, mas apenas evidenciavam seu estado de choque decorrente da colisão. Luiza também se comprometeu a prestar todo apoio a Darliney, bem como a sua família, e se colocou à disposição da Justiça para participar de todo e qualquer ato processual destinado à apuração dos fatos e prestar os esclarecimentos necessários.

 

De acordo com o boletim de ocorrência do acidente, o teste do etilômetro realizado em Luiza constatou 0,66 mg de álcool por litro. "Diante do resultado colhido do teste do etilômetro da condutora de v (2), demos voz de prisão a mesma e encaminhamos à central de flagrantes de Cuiabá, apresentando a autoridade policial, com algumas lesões decorrentes do acidente. Lavrado o auto de infração de transito em desfavor da condutora do veículo v (2), por dirigir sob influência de álcool", narra o boletim. Em audiência de custódia, o juiz Jeverson Luiz Quinteiro concedeu liberdade à procuradora sob fiança no valor de R$ 7,6 mil.

 

Posteriormente, a procuradora assinou uma nota de culpa. Em 20 de novembro, ao prestar depoimento, Luiza contou que voltava de um jantar na casa de uma sobrinha, ocasião em que admitiu ter ingerido bebida alcoólica. Em nota enviada à imprensa à época, a procuradora negou estar embriagada e disse que estava em estado de choque decorrente da colisão.

 

Luiza também se comprometeu a prestar todo apoio a Darliney, bem como a sua família, e se colocou à disposição da Justiça para participar de todo e qualquer ato processual destinado à apuração dos fatos e prestar os esclarecimentos necessários.

 

 

Pedido de suspensão do processo

Em junho de 2019, a defesa de Luiza apresentou uma contestação à ação impetrada por Darilney que pede a indenização e, consequentemente, suspensão do processo até que fosse concluída a apuração do acidente no âmbito criminal. A defesa do gari, por sua vez, apresentou impugnação à contestação.

 

Em decisão proferida em abril deste ano, a juíza Vandymara G R P Zanolo negou o pedido de suspensão do processo. "Isto porque as esfera penal e cível não se comunicam neste caso, são independentes, pois aqui estamos tratando da indenização cível a qual o autor pode ter direito, mesmo que a requerida seja absolvida na esfera penal, tal veredicto não tem qualquer consequência neste processo", disse a magistrada.

 

Nessa mesma decisão, Vandymara deferiu a produção das provas orais, documentais e pericial, e nomeou Flavio Ribeiro de Mello para realizar a perícia médica, "que possa aferir a invalidez permanente total ou parcial do autor em razão do acidente". As partes foram intimadas para apresentarem os quesitos e indicarem assistentes técnicos.

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