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Colaborativo 03.08.2019 | 17h21

Gerson quer que depoimento seja usado em investigação de deputado

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Jessica Bachega e Pablo Rodrigo

redacao@gazetadigital.com.br

João Vieira

João Vieira

O policial militar cabo Gerson Correa quer que os documentos referentes ao seu último interrogatório, no dia 17 de julho, sejam anexados à investigação da existência de “barriga de aluguel” em ação que investigou o deputado Juarez Costa, por improbidade. O militar é acusado de operar o núcleo de inteligência, no âmbito, da Polícia Militar, que escutou clandestinamente diversas pessoas no estado.

 

No interrogatório, o policial afirmou que fez as escutas indevidas no núcleo a mando dos coronéis Zaqueu Barbosa e Evandro Lesco, que, por sua vez, teriam recebido ordens do advogado Paulo Taques, primo do ex-governador Pedro Taques (PSDB).

 

Além de admitir a intervenção para ouvir inimigos políticos de Pedro Taques, que concorria ao governo, Gerson falou que a prática de barriga de aluguel é corriqueira no Grupo de Atuação Especial e Combate do Crime Organizado (Gaeco).

 

Leia também - Delegados pedem mais prazo para investigar Grampolândia

 

Gerson disse que ele mesmo já fez diversas escutas ilegais a pedido de promotores de Justiça, enquanto atuou no Gaeco. Ele citou irregularidades em pelo menos 15 investigações do Gaeco, entre elas a Sorrelfa, que investigou Juarez Costa, então prefeito de Sinop (500 km de Cuiabá).

 

Ao saber da confissão, Juarez acionou o Tribunal de Justiça para que se apure a denúncia do cabo. Ele afirma que 7 pessoas foram investigadas e 46 telefones interceptados. Nenhum dos números era o pessoal do político. Na operação Sorrelfa, o Ministério Público Estadual (MPE) acusa o então prefeito de improbidade administrativa, enriquecimento ilícito e corrupção.

 

No documento encaminhado ao juiz Marcos Faleiros, da 11º Vara Criminal de Justiça Militar de Cuiabá, a defesa de Gerson descreve como se deu a irregularidade na investigação e pede a juntada do interrogatório à apuração proposta pelo parlamentar.

 

“[...] na busca de esclarecer e apurar de todos os fatos narrados por este denunciado na presente ação penal, e com fito de colaborar com esse juízo, a defesa, requer a juntada da presente peça, bem como dos documentos anexos, para que sejam investigados as denúncias acima pelos órgãos competentes”, diz o pedido feito no dia 23 de julho.

 

No dia 1 de agosto o MPE manifestou pelo deferimento do pedido.

 

A chamada “barriga de aluguel” acontece quando um número de telefone que se quer grampear é incluso em uma decisão judicial que autoriza a interceptação. Essa decisão faz parte de ação em que o alvo não figura entre os investigados. A decisão é encaminhada á operadora de telefone, que encaminha as ligações interceptada ao sistema de escuta do MPE, ou, no caso da Grampolândia, para o sistema do núcleo de inteligência dos militares.

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