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crimes por dinheiro 04.03.2020 | 18h08

Integrante de grupo de extermínio é condenado a 22 anos e meio de prisão

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MPMT

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Mais um integrante do grupo de extermínio “mercenários” foi condenado pelo Tribunal do Júri, em julgamento realizado nesta terça-feira (3), no Fórum de Cuiabá. Os jurados acolheram a tese defendida pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso e condenaram o réu Marcos Augusto Ferreira Queiroz a 22 anos e seis meses de reclusão, no regime inicialmente fechado, por homicídio qualificado consumado em face da vítima Edcarlos de Oliveira Paiva. O crime ocorreu no dia 25 de abril de 2016, no município de Várzea Grande.

 

Consta na sentença, que interceptações realizadas com autorização judicial e declarações prestadas no decorrer do processo apontam que o crime foi praticado de forma previamente planejada, mediante conversas telefônicas codificadas, mantidas entre os envolvidos no homicídio, a fim de dar efetividade à ação delitiva e dificultar a sua operação.

 

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“O crime foi efetivamente concretizado no dia 25 de abril de 2016, por volta de 22h40, ocasião em que a vítima foi alvejada com sete disparos de arma de fogo, deflagrados de três armas diferentes, quando se encontrava num bar próximo da sua casa, conversando com o proprietário do estabelecimento”, diz a sentença.

 

De acordo com a denúncia do Ministério Público do Estado de Mato Grosso, o homicídio contou com a participação de outras quatro pessoas, todas integrantes do grupo de extermínio. Os demais já respondem a ação penal e alguns deles, inclusive, já se submeteram ao júri popular.

 

O motivo do crime, segundo consta na sentença, foi o fato da vítima ser usuária de drogas e suspeita de participar de atos infracionais de roubo e tráfico de drogas na região do Cristo Rei, em Várzea Grande.

 

Segundo o MPMT, os “mercenários” utilizavam táticas de inteligência na execução de suas atividades e faziam uso alternado de vários veículos na consumação dos homicídios. “Inclusive, com o emprego de placas frias, além de fazerem uso de balaclava e roupas camufladas, visando dificultar a apuração da identidade dos autores”. Faziam “uso de armamento pesado, sempre emboscando as vítimas desprevenidas, tendo promovido, inclusive, chacinas que ganharam repercussão e clamor social (...) Durante o transcorrer da investigação descobriu-se que a organização criminosa possuía como principal motivação o comércio da vida.”

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