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operação Fausto 20.07.2020 | 13h09

Juiz nega prisão preventiva e acusado de lavagem de dinheiro é solto em Cuiabá

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Divulgação

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O juiz da 5ª Vara Federal de Mato Grosso, Jeferson Schneider, negou o pedido de prisão preventiva de M.F.N., um dos alvos da Operação Fausto, deflagrada no último dia 8 de julho pela Polícia Federal. A operação investiga um grande esquema de lavagem de dinheiro.

 

Ao todo, 7 pessoas foram presas no dia da operação. Cinco pessoas tiveram a prisão temporário convertida em preventiva e, além de M.F.N., outra pessoa também foi solta para responder ao caso em liberdade.

 

No dia do cumprimento da prisão temporária, os policiais federais encontraram R$ 7 mil dentro do colchão de M.F.N, numa casa de luxo no bairro Jardim Itália, em Cuiabá.

 

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As investigações da PF apontam que M.F.N. ajuda a "lavar" o dinheiro da suposta organização criminosa por meio de uma empresa de turismo. "Tudo indica que, por meio dessa empresa, M.F.N. realiza compra de dólares com o dinheiro do tráfico usando o esquema conhecido como “boletagem”, pelo qual injeta dinheiro na Intercontinental Turismo, a qual, por sua vez, reabastece os membros da organização criminosa, como evidenciado quanto aos demais requeridos", diz trecho da decisão.

 

No entanto, o magistrado considerou as argumentações da defesa do investigado, feita pelos advogados Artur Barros Freitas Osti e Greicy Teixeira Alves, de que não existe nenhum fato recente que o liga a organização criminosa. Nem mesmo os documentos apreendidos nos mandados busca e apreensão apontam que M.F.N. tenha alguma ligação recente com o grupo que segue preso.

 

A defesa ainda comprovou que o investigado, em nenhum momento, atuou para ocultar ou destruir provas, nem representa risco às testemunhas ou a ordem pública, podendo responder ao caso em liberdade. "A despeito dos indícios de seu envolvimento com associação criminosa voltada para o tráfico de drogas, especificamente em relação a esse investigado, nenhum fato contemporâneo foi revelado com as provas apreendidas por ocasião do cumprimento do mandado de busca e apreensão, assim como não se teve notícia até o presente momento de nenhuma circunstância reveladora de comportamento voltado a trazer prejuízo para a instrução processual, como ocultação, destruição ou extravio de provas".

 

Desta forma, Schneider rejeitou o pedido da PF em manter M.F.N. preso. "Entendo que as mesmas razões que levaram ao indeferimento do primeiro pedido de prisão preventiva permanecem presentes, isto é, a falta de contemporaneidade dos fatos, somada à circunstância de que o cumprimento dos mandados de busca e apreensão não revelaram nenhum fato atual", finalizou.

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