Publicidade

Cuiabá, Quarta-feira 21/10/2020

Judiciário - A | + A

CASO RODRIGO CLARO 20.09.2020 | 13h56

Julgamento é adiado e morte completa 4 anos sem culpados

Facebook Print google plus

João Vieira

João Vieira

No próximo dia 15 de novembro a morte do aluno do Corpo de Bombeiros, Rodrigo Claro, completa 4 anos. A ação que apura a conduta da tenente dos Bombeiros, Izadora Ledur, tramita desde o fato e ainda não houve julgamento do caso. Ela é acusada de torturar a vítima durante o treinamento e as agressões teriam causado a morte do soldado.


Leia também - Posição geográfica faz que fumaça 'estacione' em Cuiabá, afirma biólogo

 

O advogado da família de Rodrigo Claro, Julio Cesar Lopes da Silva, explica que o processo está em fase final na 11ª Vara Criminal Especializada da Justiça Militar, sob responsabilidade do juiz Marcos Faleiros. As testemunhas e a ré já foram ouvidas e agora a ação espera audiência de julgamento. A sessão estava marcada para outubro, mas foi suspensa e ainda não há nova data, conforme explicou o jurista.


A mãe da vítima, Jane Claro, que é assistente de acusação no processo, conta que a demora da Justiça em oferecer um resultado quanto às acusações contra a tenente é muito desgastante e gera grande sofrimento.


“É torturante. Causa um desgaste emocional imensurável. Sigo desolada. Tentando sorrir pra tentar esconder as lágrimas e a dor”, relata a mãe.


Durante o processo vários outros alunos foram ouvidos, inclusive de turmas anteriores de Rodrigo, e disse que a tenente era muito agressiva com todos. Em um curso anterior, um aluno desistiu da formação após ser agredido por Ledur. O caso de Mauricio Santos teve a investigação concluída na corregedoria do Corpo de Bombeiros, no dia 11 de setembro. O encerrado da apuração constatou indícios de crime militar na conduta da oficial. O documento foi encaminhado para o Ministério Público Estadual (MPE) e será feita investigação das acusações.


Em interrogatório realizado em março de 2020, a tenente negou qualquer conduta irregular e citou que a vítima tinha “descontrole emocional”. Pontuou que os “caldos” e afogamentos são práticas previstas no regulamento de cursos de salvamento aquático dos bombeiros, pois simulam situações adversas da realidade.


O caso
Rodrigo Claro morreu no dia 15 de novembro de 2016 após participar de treinamento e atividades aquáticas, pelo 16º Curso de Formação de Soldado Bombeiro do Estado de Mato Grosso. Segundo denúncia do Ministério Público, a vítima foi submetida a sessões de afogamento durante a travessia na lagoa Trevisan, sob o comando da tenente Ledur.


O rapaz pediu para deixar o treinamento, pois não se sentia bem. Ele foi levado para atendimento médico em posto de saúde e depois em hospital, onde ficou internado por 5 dias até sua morte.


O laudo médico atestou que a causa da morte foi um Acidente Vascular Cerebral (AVC).


Desde o episodio, a tenente apresentou atestados médicos alegando problemas psicológicos e se manteve afastada da corporação por dois anos. Em janeiro de 2019 ela voltou ao trabalho.


Em março desde ano foi a primeira vez que ela comentou o caso.

Voltar Imprimir

Publicidade

Comentários

Enquete

Como você avalia a ausência de um candidato convidado para debater com adversários?

Parcial

Edição digital

Quarta-feira, 21/10/2020

imagem
imagem
imagem
imagem
imagem
imagem

Publicidade

btn-4

Indicadores

Milho Disponível R$ 57,50 1,77%

Algodão R$ 118,67 3,64%

Boi a Vista R$ 242,24 0,00%

Soja Disponível R$ 156,30 0,35%

Publicidade

Classi fácil
btn-loja-virtual

Publicidade

Mais lidas

Publicidade

O Grupo Gazeta reúne veículos de comunicação em Mato Grosso. Foi fundado em 1990 com o lançamento de A Gazeta, jornal de maior circulação e influência no Estado. Integram o Grupo as emissoras Gazeta FM, FM Alta Floresta, FM Barra do Garças, FM Poxoréu, Cultura FM, Vila Real FM, TV Vila Real 10.1, TV Pantanal 22.1, o Instituto de Pesquisa Gazeta Dados, Gráfica Millenium e o Portal Gazeta Digital.

Copyright© 2020 - Gazeta Digital - Todos os direitos reservados Logo Trinix Internet

É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a devida citação da fonte.