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descumprimento de cautelares 17.10.2018 | 15h47

MP pede à Justiça que decrete nova prisão do cabo Gerson - veja documento

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Chico Ferreira

Chico Ferreira

O promotor do Ministério Público do Estado (MPE), Allan Sidney do Ó Souza, requereu à Justiça uma nova decretação de prisão do cabo da Polícia Militar Gerson Luiz Corrêa Júnior. Gerson confessou ter frequentado uma casa noturna em Cuiabá no último mês de agosto, descumprindo medida cautelar imposta pela Justiça, como condição para sua liberdade.

 

O militar é réu na ação penal que investiga a existência de grampos ilegais operados pela PM em Mato Grosso, cujo esquema ficou conhecido como Grampolândia Pantaneira. Ele teve a prisão preventiva revogada após 10 meses de detenção, sob a condição de que não poderia se ausentar de sua casa no período noturno, entre outras medidas cautelares impostas pelo Tribunal de Justiça.

 

Leia mais - Cabo Gerson confessa ida a boate para buscar esposa e quer evitar nova prisão

 

De acordo com o MPE, o réu esteve no Malcom Pub entre 1h49 e 2h52 do último dia 30 de agosto, conforme se comprovou com dados da biometria do acusado, captura de tela do sistema de cadastro de clientes e a comanda da casa noturna, que confirmaram a presença do militar no local.

 

"O descumprimento de quaisquer das medidas cautelares impostas por si só já eram motivo suficiente para a determinação de nova prisão, porém, o cabo Gerson foi além, forjando provas de modo a conseguir se defender", escreveu o promotor.

 

Em sua defesa, em um primeiro momento, o réu negou a ida até a casa noturna, mas voltou atrás e depois confessou ter saído de casa. Ele disse que foi buscar a esposa que havia ido até o local após um desentendimento entre o casal. 

 

Leia mais  - Documento de casa noturna confirma presença do cabo Gerson

 

Para o MPE é “absolutamente grave” a defesa apresentada pelo militar, uma vez que ele foi “capaz de forjar novas provas e arquitetar uma trama de mentiras, a fim de esquivar-se de eventual responsabilização pelo descumprimento das medidas”.

 

Ainda segundo o MPE, restou “clarividente” a intenção em descumprir as medidas cautelares. “Certamente não se espera que a segunda versão apresentada pelo requerido, concernente em um problema conjugal seu (que não nos diz respeito), seja plausível a ponto de invocar-se uma desconsideração de todo o ocorrido, atribuindo-se a um mero contratempo”, diz.

 

O promotor ainda rebateu as declarações do cabo Gerson de que a segunda versão de sua defesa se tratava da verdade, uma vez que ele estaria colaborando com a Justiça “a exemplo de Wagner Moura (Capitão Nascimento) asseverou no filme Tropa de Elite, prefere cortar a mão para salvar o braço”.

 

“Se fossemos realmente comparar a situação em comento, com alguma obra cinematográfica, a mais adequada seria “Forrest Gump: O Contador de Histórias”, disse o promotor.

 

Ainda segundo o MPE, essa não foi a primeira vez que o cabo descumpriu a lei mesmo após a determinação de sua prisão. O militar foi acusado de ter saído da sede do Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam), na época em que cumpria prisão preventiva, para ir a boate de shows eróticos em Cuiabá.

 

“Portanto, revela-se menos aceitável, ainda, o descumprimento de medida cautelar, perpetrado por um policial militar, o qual possui valores fundamentais, tais como, a hierarquia, a disciplina, o profissionalismo, a lealdade, a honestidade, dentre outros”, disse o MP.

 

Em razão do exposto, o promotor requereu a nova prisão do cabo Gerson. Agora, o pedido será analisado pelo juiz responsável pelo processo, Murilo Mesquita. Clique aqui e leia a integra do pedido de prisão feito pelo MP.

 

Outro lado - O advogado Neymam Monteiro, responsável pela defesa do cabo Gerson Corrêa encaminhou a seguinte nota:

 

Diante da manifestação do MPE, quanto a prisão do cabo Gerson, a sua defesa esclarece que:

 

1 - Causa espécie a manifestação do digno promotor que, como é de conhecimento de todos os meios de comunicação, após o primeiro depoimento do cabo Gerson, afirmou que o mesmo colaborou e disse a verdade, desvendando o "esquema dos grampos", e agora, só porque o cabe trouxe mais detalhes do ocorrido, resolve "virar sua espada de dâmo" para o cabo Gerson;

 

2 - Reitera que a prisão é desnecessária, porquanto (a) o cabo se apresentou e esclareceu os fato e (b) a instrução processual já acabou, razão pela qual os motivos para um decreto preventivo estão ausentes já que todas as provas foram colhidas e o feito irá concluso para sentença no mês vindouro;

 

3 - Por fim, a defesa do cabo Gerson, utilizando dos mesmos "trocadilhos" do digno promotor de justiça, afirma que a Grampolândia é real e o cabo Gerson não é um contador de historias; e mais, não irá se admitir, que assim como "Gepeto" criou seu boneco vulgarmente conhecido na literatura infantil, como Pinoquio o digno promotor também mudou sua versão após o segundo interrogatório quando o cabo ao utilizar documentos e provou algumas irregularidades de dois promotores do Gaeco mudou sua versão quando Gerson no primeiro interrogatório merecia perdão judicial mudou de ideia, quem então Gepeto criou?

 

4 - Reiteramos que a verdade está posta nos autos e a sociedade sabe bem quem é o "dono da grampolândia" e seus "discípulos". Ministerio Público fez parecer mas quem decide são os julgadores a defesa aguarda o deslinde final dos autos.

 

Neyman Monteiro
17.10.2018

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