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caso Isabele 13.08.2020 | 07h18

MPE investiga os policiais que ajudaram 'amigo' após morte de adolescente

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Pablo Rodrigo e Vitória Lopes

redacao@gazetadigital.com.br

Reprodução/TV Globo

Reprodução/TV Globo

Após o pedido da família de Isabele Guimarães Ramos, o Ministério Público Estadual (MPE) abriu uma investigação para apurar a conduta do delegado Olímpio da Cunha -  que foi chamado para o caso -  e também de dois policiais civis e um policial militar que estiveram no condomínio Alphaville na noite de 12 de julho, mesmo sem terem sido acionados após a morte da adolescente. O inquérito está sob a responsabilidade do promotor de Justiça Célio Fúrio.

 

O inquérito foi instaurado atende ao pedido da família de Isabele, morta na noite de 12 de julho, enquanto estava na casa de uma amiga no condomínio Alphaville. A adolescente de 14 anos foi baleada no rosto, na altura do nariz, por um tiro à curta distância quando estava no banheiro. A melhor amiga afirmou que o tiro aconteceu durante a queda do case com duas pistolas, porém, o laudo da perícia mostrou que o disparo não foi acidental.

 

 

Leia também - Presidente da Federação de Tiro usou viatura da PM para ir à casa de Cestari

 

A defesa da família de Isabele Guimarães Ramos, patrocinada pelo advogado Hélio Nishiyama, solicitou a investigação do delegado que atendeu da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) que atendeu o caso na noite do crime, além dos policiais civis Leandro Livinali Ecco e Mario José Leite dos Santos e dos policial militar e presidente da Federação de Tiro de Mato Grosso, Fernando Raphael Pereira Oliveira. Estes 3 são amigos do dono da casa, Marcelo Cestari e foram ao local, mesmo sem terem sido chamados para a ocorrência.


De acordo com a denúncia, os policiais civis estiveram no local do crime “valendo-se da condição de policial”, inclusive com veículos oficiais e um deles fardado – no caso, Fernando Raphael, que é policial militar.


Fernando e Leandro teriam, inclusive, acompanhado o empresário Marcelo Cestari – pai da adolescente que atirou em Isabele – na delegacia, para lavrar o documento da prisão em flagrante, pelas armas sem documentações no momento do crime.


“Todos, em tese, estiveram local em razão de relações particulares com Marcelo Cestari, todavia, valeram-se da condição de policiais, seja violando o isoalmento da cena do crime mediante 'carteirada', seja utilizando veículos oficiais, seja participando dos trabalhos da Delegacia de Homicídio”, diz trecho do pedido da família de Isabele encaminhada ao Ministério Público.


A defesa ainda pontua que o delegado Olímpio da Cunha, que atendeu a ocorrência, não “impediu” a permanência dos policiais na residência do empresário e cena do crime, visto que eles não faziam parte da equipe acionada DHPP.  No caso de Leandro Ecco, a defesa ainda pontua que, baseado em seu depoimento à polícia, ele é amigo de Marcelo desde 2016, se identificou como policial civil na portaria, auxiliou a equipe da DHPP na entrega de pertences pessoais da vítima, catalogação e armazenamento das armas apreendidas.


Já Mário Santos, também relatou em depoimento que compareceu ao local por ser amigo do empresário e prestar solidariedade à família, deslocando-se ao condomínio com um veículo da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e ajudou a retirar o corpo da vítima.


“Também é necessário frisar que, a partir das vestimentas do policial civil Mário Santos (bermuda jeans, camiseta e chinelo e dos dados do veículo), é possível concluir que a pessoa mencionada pela genitora da vítima que chegou ao local 'cantando pneu', 'agitado' e 'bastante prepotente', é o Policial Civil em questão.”, diz outro trecho da ação.


Depoimentos
De acordo com os depoimentos de Leandro e Mário, os dois se apresentaram como amigos de Marcelo. Mário estava com um colega da Cepromat, quando recebeu uma ligação de um bombeiro sobre a tragédia na casa da família Cestari.


Ele então afirmou ser policial civil na portaria do condomínio Alphaville e estava com o veículo descaracterizado da GCCO. O policial afirma que só subiu para o segundo andar da casa para ajudar a equipe do Instituto Médico Legal (IML) a retirar o corpo da vítima.


“O declarante reforça que foi somente ao local para prestar solidariedade, pois tem sobrinhos, irmãos e acha tudo muito triste o que aconteceu; que o declarante afirma que não foi prestar, em nenhum momento, qualquer serviço semelhante a de segurança de quem quer que fosse”, consta no registro do depoimento.


Por sua vez, quando Leandro chegou ao local do crime, se apresentou como policial e se prontificou a ajudar no que fosse necessário. Além de auxiliar na catalogação das armas encontradas, ele se dirigiu a delegacia, acompanhando a prisão em flagrante do empresário e amigo.


“Acompanhar o flagrante de Marcelo Cesatri; que o flagrante terminou por volta das 4:00, tendo Marcelo Cestari sido liberado sob fiança e voltado para a casa dele; que o declarante acompanhou Marcelo Cestari até a residência dele; que chegando lá, o declarante se despediu de Marcelo e foi embora”, relembra.

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Comentários

ILDO PEREIRA - 13/08/2020

E NECESSARIO MUITA TRANSPARENCIA NESSE ACONTECIMENTO POIS O QUE FOI RELATADO PELA PERICIA, NAO FOI ACIDENTE E SIM ERA UMA CENA DE CRIME, ENTAO ESSES POLICIAIS QUE CHEGARAM PRIMEIRAMENTE COMO AGENTE PUBLICOS DE SEGURANÇA TEM MUITO DO QUE FALAR E AJUDAR A ESCLARECER E JA PASSOU DA HORA DA POLICIA JUDIACIARIA PRENDER OS PAIS DA MENOR E DESCOBRIR A VERDADE, O POVO QUER SABER O PORQUE DESTE CRIME.

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