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EXTORQUIDOS 09.08.2019 | 15h24

'Não tinha para onde a gente fugir', afirma delator de esquema na Seduc

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Marcus Vaillant

Marcus Vaillant

O delator da Operação Rêmora, Luiz Fernando Rondon, afirma que todos os empresários que tinham contrato com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) foram extorquidos pelo grupo criminoso liderado pelo ex-secretário Permínio Pinto. “Não tinha por onde a gente fugir”, declarou em interrogatório à juíza Ana Cristina Mendes, da 7ª Vara Criminal.

 

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A audiência estava marcada para a semana passada, mas foi redesignada para esta sexta-feira (9) porque o delator não compareceu, assim como advogados e outros réus. Ele foi a um retiro religioso e não informou ao juízo que iria se ausentar.

 

Luiz Fernando, dono da Luma Construtora, foi o primeiro empresário a contar sobre o esquema à polícia. Depois da denúncia, veio à tona o esquema que desviou milhões do erário por meio de fraude em licitações de obras e reformas em escolas. 23 empresas são investigadas por envolvimento no esquema.

 

Durante oitiva, o empreiteiro contou que quando o ex-governador Pedro Taques (PSDB) assumiu, todos os pagamentos às empresas de construção foram suspensos. Ele foi reclamar sobre o não pagamento ao servidor Fábio Frigeri, engenheiro responsável pelas medições e este o orientou a falar com o empresário Giovani Guizardi, dono da Dínamo Construtora.

 

Eles marcaram encontro e, na oportunidade, Guizardi falou que o delator teria que pagar 5% do valor dos contratos. O empresário questionou o valor, mas o cobrador afirmou que era assim, se ele quisesse manter contrato com a pasta. Guizardi ainda confirmou ao empreiteiro que o secretário Permínio Pinto sabia de tudo.

 

Luiz Fernando contou que tentou confirmar a informação com Permínio, mas não foi recebido. Em contato com os demais empresários que tinham valores a receber, todos disseram que não tinha como pagar o percentual exigido.

 

Diante da resistência em receber os 5% dos donos das empreiteiras, o grupo criminoso baixou a margem para 3% do valor a ser pago pelo Estado. Assim que recebiam o pagamento das obras, o dinheiro correspondente aos 3% retornava para Guizardi que repassava a Permínio e os demais envolvidos no esquema.

 

Depois do acerto, Luiz Fernando recebeu uma obra e entregou, pessoalmente, os R$ 4,8 mil a Guizardi, no escritório que mantinha no Edifício Avant Business. Posteriormente foi publicado um edital de obra que seria interessante para Guizardi. O certame estava “viciado” e Luiz Fernando pediu a suspensão da concorrência. Ela foi suspensa e o empresário foi perseguido por isso e houve atraso em seus pagamentos.

 

“Nós, empresários, fomos vítimas de processo de extorsão montado dentro da Seduc", declarou no interrogatório.
Outras duas testemunhas foram ouvidas. Na ação, são réus o empresário Alan Malouf, Permínio Pinto Filho, Fábio Frigeri, Wander Luiz dos Reis e Giovani Belatto Guizardi.

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