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delação de malouf 24.09.2020 | 14h47

PF pede quebra de sigilo bancário de supostos envolvidos em caixa 2 de Taques

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José Medeiros/Gcom-MT

José Medeiros/Gcom-MT

O delegado da Polícia Federal, André Monteiro da Silva, pediu quebra de sigilo bancário de quatro pessoas envolvidas em suposto esquema de caixa 2, durante a campanha de Pedro Taques ao governo do Estado em 2014, que foi revelado pelo delator premiado Alan Malouf.


A representação foi distribuída na quarta-feira (23) e aguarda julgamento. Atualmente, Pedro Taques (SD) é pré-candidato ao Senado. No entanto, durante sua campanha eleitoral em 2014 ao governo, supostas despesas eleitorais não declaradas oficialmente (chamadas de caixa 2) vieram à tona.


Na época, as despesas foram contraídas junto às empresas TR Produções, FSC Comunicação, Vetor Assessoria e Pesquisa e Casa de Ideias, nos valors de R$ 70 mil, R$ 600 mil, R$ 200 mil e R$ 500 mil, respectivamente.

 

Leia também - STF cobra comprovantes de pagamentos de Alan Malouf


Os fatos foram revelados em delação premiada de Alan Malouf. De acordo com sua colaboração à Justiça, Malouf disse que Eraí Maggi teria lhe repassado a quantia de R$ 1 milhão por determinação do então governador Pedro Taques, ‘para quitar parte dos valores emprestados do colaborador no financiamento de campanha’.


O fato teria ocorrido por volta de abril de 2016, e que quantia dada em espécie teria sido entregue ao diretor financeiro do Buffet Leila Malouf Ltda, ‘nas dependências desta empresa, por um mensageiro enviado por Eraí Maggi’.


Apesar dos saques milionários feitos por Eraí não terem sido realizados na data apresentada por Malouf, a PF entende que existem saques em espécies com datas próximas ao fato narrado, e que tais quantias possam ter sido utilizadas para viabilizar a entrega mencionada.


“Estas transações corroboram as alegações do colaborador ALAN MALOUF, em que este afirma que parte dos cheques teriam sido utilizados para pagar dívidas da campanha eleitoral de Pedro Taques com a empresa FCS COMUNICAÇÃO, sendo os valores recebidos pelos diretores Muriacy Velasco Ventura Junior e Gustavo Vandoni da Silva Pereira”, diz trecho da ação, logo após apresentar os cheques.


O delegado ainda aponta que há fortes indícios do crime de caixa 2 e, portanto, solicita o afastamento do sigilo bancário dos envolvidos de 1º de dezembro de 2014 a 28 de fevereiro de 2015. Ele ainda pede que o processo tramite em segredo de justiça.


“Que seja autorizado a esta autoridade policial e aos peritos criminais federais designados para atuar no caso, requisitar diretamente às instituições financeiras, dados e documentos de suporte das operações financeiras realizadas no período de afastamento do sigilo, bem como aqueles relacionados a cadastros dos clientes e análises de crédito feito nas próprias instituições pela área de compliance ou de controles internos”, solicita.


Outro lado
Após as denúncias, o candidato ao senado Pedro Taques encaminhou posicionamento à redação. Conforme o ex-governador, já se passaram 6 anos da investigação, que ainda não apurou nenhuma ilicitude de sua campanha de 2014.


Ele ainda defende que desde fevereiro de 2019 pede para que seja ouvido pelas autoridades. Veja a nota na íntegra:


Posicionamento Pedro Taques quanto às investigações
Quando candidato ao governo de Mato Grosso em 2014, Pedro Taques, então no PDT, não tratava de recebimento de recursos. Ainda assim, tem certeza de que os responsáveis não fizeram nada de errado.
Fato é que já se passaram 6 anos em que o tema é apurado, destaca-se, apurado, ou seja, sequer é um processo, e que até hoje não revelou nada de errado que tenha sido conduzido em 2014.
Taques lamenta que a apuração, a qual está sob segredo de justiça, determinado pela Justiça, reapareça pautado no momento em que coloca seu nome para o sufrágio popular.
Pedro Taques destaca ainda que seu jurídico já está tratando do assunto e que, desde 01/01/2019, vem solicitando sistematicamente para ser ouvido por toda e qualquer autoridade legal, para todo ou qualquer fato, por entender que não pode limitar o exercicio de defesa de sua reputação, apenas por meio de notas a veículos de comunicação.
Onde prevalece a verdadeira Justiça, ou seja, frente as autoridades legais. É o que sempre confia.
Lembra, por fim, que suas contas de campanha de 2014 foram aprovadas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

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