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VINGANÇA 23.08.2019 | 14h35

Policial rodoviário é condenado por mandar matar assassino de cunhado

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Divulgação/PRF

Divulgação/PRF

O policial rodoviário federal (PRF), Luiz Antônio França Escobar, foi condenado a 16 anos de prisão por ter mandado matar o assassino do cunhado, Rodolfo da Silva. O comparsa Jefferson Garcia de Araújo não compareceu ao julgamento e a ação quanto a ele foi desmembrada. Além da prisão, o policial perdeu o cargo público.

 

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O júri popular foi realizado na quinta-feira (22), pela juíza Mônica Catarina Perri, que acolheu o voto dos jurados e dosou a pena aplicado ao policial, que começa a cumprir pena em regime fechado. A decisão ainda cabe recurso.

 

“Pelo exposto e considerando a vontade soberana do Conselho de Sentença, condeno o réu Luiz Antônio França Escobar à pena privativa de liberdade de 16 anos de reclusão, no regime inicial fechado, e a pena acessória de perda do cargo de Policial Rodoviário Federal”, é a decisão. 

 

Segundo a ação, o crime aconteceu em 29 de fevereiro de 2008, um dia após a vítima ser condenada, em júri popular a 7 anos de prisão por matar o cunhado do réu. Indignado com a pela, ele decidiu que a condenação não era suficiente e mandou matar Rodolfo. 

 

Em audiência anterior, o mecânico Jefferson Araújo disse que apesar de o crime ter sido cometido um dia após o julgamento, o agente federal havia contratado seus serviços um mês antes. Cabia a ele encontrar alguém que atirasse na vítima e pilotar a moto no dia do crime. 

 

Dias após o acordo para o serviço, o PRF entregou uma arma para Jefferson. O mecânico a o atirador, Júlio César Ferreira Silva, passaram a vigiar a vítima e acompanhar sua rotina até o dia do fato.  

 

“Munidos da arma, os executores se dirigiram até um bar localizado no trajeto de costume da vítima e ali permaneceram até que por volta das 20h avistaram Rodolfo, que caminhava a pé pela via pública. De imediato, os assassinos passaram a seguir a vitima com uma motocicleta e, ao aproximarem-se do alvo, o indivíduo que estava na garupa efetuou disparos de arma de fogo contra ela, atingindo-a por três vezes. Em seguida foragiram do local”, diz trecho da ação.  

 

O trio foi preso dias depois do crime. O policial foi detido por 3 vezes em curto espaço de tempo e ficou recolhido na Polinter por 43 dias. Jefferson e Júlio foram encaminhados para a Penitenciária Central do Estado (PCE) e soltos meses depois. 

 

Júlio Cesar morreu, em 2014, na tramitação do processo e o nome retirado na ação.

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