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Grampolândia Pantaneira 11.07.2019 | 18h59

Procurador diz que em até 5 dias revela até quem mandou praticar escutas ilegais

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Chico Ferreira

Chico Ferreira

O procurador de Justiça Domingos Sávio afirmou que os militares investigados na "Grampolândia Pantaneira" só procuraram o Ministério Público Estadual (MPE) por que estão desesperados diante da condenação que se aproxima. Revela que na próxima semana o Tribunal de Justiça (TJMT) e os investigados terão uma resposta da acusação.

 

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O desembargador Orlando Perri, relator da ação, deu 30 dias para que o Ministério Público conclua as investigações. A demora no desfecho do processo também é alvo de críticas da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que reclama ainda da tentativa do procurador Domingos Sávio, coordenador do Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco), de impedir participação na apuração.

 

“Cada macaquinho no seu galho. Ao juiz cabe a primazia de julgar, o MP investiga, a OAB, de forma geral é um ente”, explicou.

 

O procurador defendeu o MPE das críticas do presidente da OAB, Leonardo Campos, que disse que o Naco não conduz a apuração adequadamente. Notícia-crime protocolada pela OAB pede para investigar a suposta participação de promotores de Justiça nas escutas ilegais. 

 

“Não entendo essa birra com o MPE. Os policiais são os protagonistas desses fatos e quem os mandou fazer. Dentro de 4 ou 5 dias haverá uma resposta também a quem mandou. Na semana que vem haverá uma reposta, eu garanto”, ponderou.

 

Durante entrevista nesta quinta-feira (11), o procurador explicou o motivo pelo qual negou as delações do ex-comandante da Polícia Militar de Mato Grosso, Zaqueu Barbosa, do coronel Evandro Lesco e do cabo Gerson Corrêa, todos acusados de praticar as escutas ilegais.

 

“Não é possível fazer uma delação premiada com quem está praticamente condenado. Ai o camarada, nessa situação já com a corda no pescoço, procura o Ministério Público para promover uma delação premiada, falando uma coisa que todo mundo já falou, que já investigou, já sabe. Aí o Ministério Público fala para ele pegar uma pena reduzida. Acha isso justo?”, justifica irritado o procurador.

 

Os grampos
Em 2017 foi revelado que a Polícia Militar em Mato Grosso “grampeou” de maneira irregular uma lista de pessoas que não eram investigadas por crime.

A deputada estadual Janaina Riva (MDB), o advogado José do Patrocínio e o jornalista José Marcondes, conhecido como Muvuca, foram alvo de escutas ilegais. Eles são apenas alguns dos “monitorados”.

Os grampos foram conseguidos na modalidade “barriga de aluguel”, quando investigadores solicitam à Justiça acesso aos telefonemas de determinadas pessoas envolvidas em crimes e no meio dos nomes inserem contatos de não investigados.

No processo da Justiça Militar, são réus os coronéis Zaqueu Barbosa, Evandro Alexandre Ferraz Lesco, Ronelson Jorge de Barros, o tenente-coronel Januário Antônio Batista e o cabo Gerson Luiz Ferreira Corrêa Júnior.

 

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