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disputa de terras 07.11.2019 | 15h11

TJ determina prescrição de mortes e empresário não vai a júri

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A Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça declarou extinta a punibilidade do empresário do agronegócio, Sérgio  Marchett. Ele foi condenado por mandar matar os irmãos Brandão Araújo Filho e José Carlos Machado Araújo, em 1999 e 2000, respectivamente. As mortes, ocorridas em Rondonópolis (212 km ao Sul), foram motivadas por disputa de terras.

 

A decisão foi tomada durante sessão na quarta-feira (6), pela juíza substituta Glenda Moreira Borges. Após acatar pedido da defesa, a punibilidade de Marchett foi revogada porque houve prescrição do crime, ou seja, passou o prazo entre a denúncia do Ministério Público e da sentença.

 

Leia também - Justiça revoga prisão do empresário Sérgio Marchett, acusado de mandar matar irmãos

  

Anteriormente, a defesa de Sérgio Marchett alegou que o réu é idoso, possui saúde debilitada, com necessidades especiais de locomoção e que respondeu a todo o processo em liberdade. Além disso, apontou que o crime prescreveu.
O prazo para crime de homicídio prescrever é de 20 anos. Contudo, Sérgio Marchett tem mais de 70 anos, então o prazo foi reduzido.

 

Entenda o caso

Os irmãos Brandão de Araújo Filho e José Carlos Machado Araújo (conhecido como Zezeca) foram assassinados à luz do dia em pleno centro de Rondonópolis em 10 de agosto de 1999 e 28 de dezembro de 2000, respectivamente. Conforme investigações da policia civil, tratou-se de crime de mando, prática de “pistolagem”.

 

O executor, já condenado, ex-cabo da PM-MT Hércules Agostinho, não só assumiu o assassinato dos irmãos, como participou da reconstituição dos crimes, apontando todos os envolvidos.

 

Como pagamento das mortes, Hércules contou que ele e o soldado Célio Alves de Souza receberam um veículo Gol, que pertencia a empresa Mônica Armazéns Gerais Ltda, de propriedade da acusada Mônica Marchett, filha de Sérgio Marchett. Durante reconstituição dos crimes, Hércules apontou a Sementes Mônica, empresa da família Marchett, como o local em que ele e o ex-soldado Célio Alves pegaram o documento do veiculo.

 

Recentemente, durante a sessão de julgamento do Tribunal do Júri de Rondonópolis, em 14 de junho de 2018, o pistoleiro Célio Alves de Souza também confessou sua participação nos crimes, nomeando o empresário Sérgio e sua filha Mônica Marchett como mandantes dos crimes, detalhando ainda a participação de todos os envolvidos na trama assassina, desde o preparo até a execução.

 

Durante julgamento em plenário, Célio Alves contou que foi realizada uma espécie de “confraria” para arquitetar as mortes dos Irmãos Araújo. A reunião teve a participação de Mônica Marchett, seu pai Sérgio João Marchett, um irmão de Sérgio Marchett (não se recordava o nome), Ildo Roque Guareschi e o Sargento José Jesus de Freitas.

 

Até hoje, somente os pistoleiros foram julgados e condenados pelas mortes. O os mandantes ainda aguardam os desfechos dos seus processos que se arrastam há 15 anos na Justiça.

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