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escassez nos bairros 18.09.2019 | 14h57

Baixo nível do rio e falta de chuva comprometem abastecimento em bairros

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Otmar de Oliveira

Otmar de Oliveira

Moradores de Cuiabá têm sentido o efeito do baixo nível de água dos rios Cuiabá e Coxipó neste período de seca. Há pelo menos duas semanas, alguns bairros estão com pouca água reservada em caixas d’água ou com presença de barro.

 

A comerciante e moradora do bairro Cohab São Gonçalo, Erika Faustina relatou que desde agosto a água vem subindo pouco na caixa d’água de sua casa. Ela mora há 26 anos no bairro e lembra que no passado a situação de sistema de abastecimento era crítica, porém melhorou com o tempo.

 

Leia também - Nível do rio Cuiabá é o menor em 19 anos

 

Atualmente, o abastecimento voltou a ficar ruim e ela precisou comprar uma bomba para puxar a água. Entretanto, o problema da bomba, segundo ela, é o alto custo de energia que aparece na fatura.

 

“Aqui no bairro quase não tem vindo. Se você não tiver caixa de água embaixo, você fica sem água. Lá em casa, tem a caixa em cima e gastamos mais de R$ 100 de luz só porque tem que jogar água pra cima, porque não sobe”, relata.

 

De acordo com Erika, a região do Coxipó está comprometida pela baixa ou completa falta de água. A comerciante chegou a ver alguns caminhões-pipas passando pelo bairro. “A rua inteira está sem, a gente deduziu que o fornecimento que tá ruim mesmo”, disse, após ter conversado com a concessionária Águas Cuiabá.

 

Outra comerciante, Vera Lucia Tose, também reclama da escassez de água. Segundo informa, no período da manhã não há água nas torneiras, que começam a funcionar só a partir do meio-dia. “Para quem trabalha fora é complicado, porque chega cansado e ainda vai ter que juntar água, pra quem não tem caixa embaixo de reserva”.

 

A moradora aluga kitnets na região e teve que fazer a instalação de caixas d’água no térreo, além de comprar bombas para cerca de oito apartamentos. A mão de obra e instalação, pra cada kitnet, ficou por volta de R$ 150. Só na sua residência, o gasto de energia com a bomba fica por volta de R$ 200.

 

“Eu tenho umas kitnets de aluguel e tive que comprar caixa embaixo, fazer instalação para a caixa de baixo, para eles [inquilinos] terem pelo menos um balde pra jogar no banheiro, lavar louça, já que na de cima não sobe. Estou quase perdendo inquilinos por conta disso”, disse.

 

Moradora há mais de 20 anos no bairro, ela também relata que a situação de abastecimento voltou a ficar ruim. “Antigamente era bem feio, era desse estilo assim, era bomba ou balde. Agora esta voltando a mesma situação de 5 e 10 anos atrás. Até uma época eu tinha bomba em casa, mas vendi porque não estava usando mais e ela trava quando não usa. Subia água bem levinha na caixa de cima, agora tive que comprar outra, por conta do mesmo problema”.

 

Água escura

 

  

A funcionária pública Khassiany Farias mora no bairro Parque Ohara, região que a água vem saindo das torneiras com cor escura há pelo menos uma semana. “Hora ou outra ela vem desse jeito, mas há uns 3 dias ela vem saindo assim direto da torneira”, conta. “Já ficou assim outras vezes, não foi um tempo tão grande”.

 

De acordo com a servidora, outros moradores tem até mesmo comprado água mineral para dar conta das tarefas do dia a dia.

 

 

Nível baixo

O Rio Cuiabá atingiu o menor nível dos últimos 19 anos, de acordo com a medição realizada pela Agência Nacional de Águas (ANA). Segundo o relatório, atualmente o rio conta com 19 centímetros de água, sendo que o mínimo esperado para tempo de seca é de 50 centímetros.

 

Para comparação, o nível máximo do Rio Cuiabá em 2019 foi de 4,01 metros, em fevereiro, o que representa uma diferença de 95,3% com o nível atual. A Defesa Civil do Estado afirma que o cenário é classificado como déficit hídrico.

 

Outro lado

A reportagem entrou em contato com a concessionária Águas Cuiabá, mas até o fechamento desta matéria não teve resposta. Entretanto, as empresas responsáveis pelo abastecimento de água em Cuiabá e Várzea Grande solicitaram à Furnas um estudo sobre a possibilidade de abertura das comportas.

 

Esta matéria foi produzida através de sugestão de um internauta. Você também pode participar, enviando o pedido ao WhatsApp do Gazeta Digital. Para enviar sugestões, fotos e vídeos o número é (65) 99987-2065. Ou por mensagem no Facebook.

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