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sob análise 17.08.2020 | 14h45

Hospital alega covid e impede família de enterrar caminhoneiro morto em acidente

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Reprodução

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A família de Milton Goncalves Dias tenta velar seu corpo desde domingo (16). Ele morreu em um acidente de carreta, na BR 163, em Peixoto de Azevedo (691 km ao Norte). O caminhoneiro foi hospitalizado e trazido para o Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), que alega que o homem estava contaminado pelo novo coronavírus e impede o velório.


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A sobrinha do caminhoneiro, Maxsuely Acioli, conta que ele saiu da pista na manhã do domingo, foi hospitalizado em Peixoto, mas devido à gravidade do quadro, foi trazido para a capital. Horas depois, ele não resistiu. Dias antes, o homem tinha feito exame de covid-19, que deu negativo para a doença.


No entanto, no hospital em Cuiabá foi, suspostamente, constatado que o homem estava com covid e o corpo será liberado perante assinatura da família, se comprometendo a enterrar rapidamente o corpo, sem a cerimônia de velório.


“O corpo já está no saco. Eles falam que ele tinha covid, mas não tinha. Ele fez exame e apontou que não tinha, morreu de acidente”, conta a sobrinha.


Com exame negativo em mãos, a família briga para tentar se despedir "adequadamente" do parente, mas ainda não foi permitido pelo hospital e o corpo segue na espera para ser sepultado.

 

"Agora tudo é covid. Uma dor nas costas é covid. Isso é maneira de receber mais dinheiro por causa da pandemia", disse indignada a sobrinha.


Outro lado
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) foi procurada e encaminhou a seguinte nota:

 

Sobre o paciente Milton Gonçalves Dias, a Secretaria Municipal de Saúde esclarece:


-Foi vítima de acidente de trânsito, transferido para o Hospital Municipal de Cuiabá – Dr Leony Palma de Carvalho, onde realizou tomografias que levantaram suspeita de pneumonia por coronavírus


-Foi realizada a notificação da Vigilância Epidemiológica para coleta de material para diagnóstico, que não ficou pronto ainda;


-Diante disso também foi informada à Politec na ocasião do óbito de que havia suspeita de coronavírus. O corpo foi encaminhado corretamente, embalado em invólucro impermeável, de acordo com as disposição sanitárias vigentes;


-Este tipo de conduta é obrigatória tanto para óbitos confirmados ou suspeitos de Covid-19.


-Os tramites posteriores da necropsia e liberação do corpo são responsabilidade da Politec.


-O paciente foi a óbito devido aos ferimentos causados pelo acidente, porém, pelo fato de terem constatado que ele estava com o vírus, o risco de contaminar as pessoas durante o velório é muito grande.

 

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