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'mentiroso compulsivo' 02.09.2022 | 14h39

Brasileiro que tentou matar Kirchner contou a amigo que pretendia comprar arma

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REPRODUÇÃO/CLARÍN

REPRODUÇÃO/CLARÍN

Um amigo de Fernando Andrés Sabag Monti, que tentou matar a vice-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, conversou com a emissora Telefe e revelou que o atirador havia contado sobre a intenção de comprar uma arma para se defender.

 

Identificado apenas como Mario pela Telefe e pelo jornal Clarín, o rapaz afirmou que Fernando era um mentiroso compulsivo, então não era possível crer na história da compra de uma arma.

 

Leia também - Cristina Kirchner sofre ataque com arma de fogo, mas escapa ilesa

 

“Segundo Fernando, queriam matá-lo. Um delírio total”, explica Mario. “Ele sempre dizia que tinha armas e que ia para campos atirar. Mas como o tínhamos como mentiroso compulsivo, deixamos que ele falasse”.

 

De acordo com Mario, que conhece Fernando desde 2004, o brasileiro sempre sofreu bullying. No próprio grupo de amigos, o atirador era tido como o pária, aquele no qual toda raiva era descontada.

 

“Era de se esperar. Não sei se nesse nível, mas era de se esperar. Quanto maior a repressão, maior a revolução. Ele [Fernando] não tinha mais nada a perder”, desabafa Mario.

 

Sobre a personalidade de Fernando, o amigo contou que ele sempre foi “um cara solitário, muito dependente da falecida mãe” e rotineiramente inventava histórias para ser notado por outras pessoas. Um dos últimos relatos do atirador era sobre um grupo de peruanos que o deviam 100 mil pesos (cerca de R$ 3.740,00).

 

“Ele tinha três carros que alugava. Um dos motoristas nunca mais apareceu, roubou o carro e era supostamente peruano. Se especularmos, seria o mesmo que lhe devia dinheiro. Mas ele era mentiroso compulsivo, por isso ninguém nunca deu bola.”

 

Mario disse ainda não acreditar que Fernando tenha tentado atirar em Kirchner. Para o amigo, esta ideia foi colocada por alguém na cabeça do atirador.

 

“Ainda estou em choque, não consigo acreditar. Me deixa muito triste [o ataque]”, conta Mario. “Acho que essas decisões não são de um só. De tantos abusos que sofreu, ele explodiu”.

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