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coronavirus 27.10.2020 | 15h28

Com segunda onda de covid, Europa teme agora o colapso hospitalar

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Tino Romano / EFE - EPA - 27.10.2020

Tino Romano / EFE - EPA - 27.10.2020

A segunda onda da pandemia do novo coronavírus se espalha por toda a Europa nos diferentes países começa a se intensificar a preocupação com a possível saturação dos sistemas hospitalares e de saúde, enquanto os novos contágios não param de aumentar.

 

Depois de todas as dificuldades que a maior parte das nações europeias passaram, com os hospitais à beira do colapso, o problema se apresenta de novo, tanto em termos técnicos como de pessoal.

 

Bélgica
Com uma incidência acumulada de 1.390,9 casos por 100 mil habitantes por dia nos últimos 14 dias, a Bélgica passou a República Tcheca (1.379,8) e ja é o país europeu mais atingido pela segunda onda. Na última semana, foram registrados mais de 13 mil novos casos por dia, e os contágios crescem cerca de 38% por semana.

 

Leia também - Rússia inicia produção da EpiVacCorona, 2ª vacina do país para combater a covid

 

As hospitalizações aumentaram 88% na última semana, com mais de 500 internações por dia, além de 48,3 mortes diárias, um aumento de 50% na média ao longo da semana. O país teme ficar sem leitos de UTI se esse ritmo se mantiver por mais 15 dias.

 

O país decretou um toque de recolher noturno em todo o país, que fechou por completo o setor de hotelaria.

 

Rússia
A Rússia registrou 320 mortes por covid-19 nas últimas 24 horas, o maior número em um só dia desde o início da pandemia, informaram as autoridades sanitárias do país nesta terça-feira (27). Segundo as estatísticas oficiais, também foram confirmados 16,5 mil novos testes positivos de coronavírus, dos quais 4,3 mil em Moscou, a cidade russa mais atingida.

 

"O sistema sanitário trabalha hoje em plena capacidade, por isso é imprescindível a união de todos para deter o processo infeccioso", disse o ministro da Saúde, Mikhail Murashko. Ele também lembrou que o comportamento responsável de todos os cidadãos é chave para conter a doença.

 

Com 1,54 milhão de casos confirmados, a Rússia é o quarto país do mundo em número de contaminados pelo coronavírus e primeiro da Europa, atrás dos EUA, Índia e Brasil.

 

Alemanha
A falta de pessoal nos hospitais é hoje um dos principais problemas para o tratamento de pacientes com coronavírus na Alemanha, onde o número de pacientes nas unidades de terapia intensiva duplicou nas últimas duas semanas.

O país tem leitos e equipamento de respiração sobressalentes nas UTIs, mas as autoridades temem não ter pofissionais suficientes para cuidar de todos os pacientes.

 

Nas UTIs, há atualmente 1,3 mil internados com coronavírus, dos quais 622 precisam de respiração mecânica. A Alemanha registrou 11,4, mil novos casos de coronavírus nas últimas 24 horas — há uma semana, a média era de 6,8 mil positivos.

O total de contaminados no país desde o início da pandemia está em pouco menos de 450 mil, com 10.098 mortos, dos quais 42 foram confirmados nesta terça.

 

República Tcheca
Com uma das maiores taxas de casos da Europa, a República Tcheca optou por um toque de recolher diário, das 21h às 5h, depois de constatar que as severas medidas imposta para tentar frear a disseminação da pandemia no país não estão surtindo o efeito desejado. Segundo o Ministério da Saúde, nas últimas 24 horas foram registrados mais de 10 mil novos contágios em todo o país, de 10,6 milhões de habitantes.

 

O governo tcheco alertou recentemente que as medidas aplicadas ao longo do mês para restringir os contatos e reduzir a propagação do coronavírus foram ineficazes e anunciou o toque de recolher a partir de quarta (28), feriado nacional no país. Com isso, será proibido circular durante a noite.

 

As autoridades prevêem que o sistema hospitalar ficará saturado na segunda semana de novembro, o que levou o governo a abrir um novo hospital de campanha na capital, Praga, com 500 leitos, em operação desde o último domingo. O país tem 163 mil casos ativos de covid-19, com 5,6 mil internados, dos quais 800 estão em estado grave.

 

França
O presidente francês Emmanuel Macron marcou para esta terça uma reunião do Conselho de Defesa para preparar um endurecimento das restrições, que poderiam chegar a algum tipo de confinamento, diante da ameaça de hospitais lotados nas próximas semanas.

 

O chefe do serviço de doenças infecciosas do hospital Tenon de Paris, Gilles Pialoux, é um dos diversos médicos que nos últimos dias se manifestaram a favor da volta do confinamento, diante da situação atual.

 

"Temos que fechar o país novamente e deixar a economia um pouco de lado, porque ela pode ser recuperada. No entanto, se você não consegue salvar uma pessoa, isso não se recupera", disse Pialoux em uma entrevista para a emissora BFM TV, onde destacou a "brutalidade" desta segunda onda, que se mostra "mais precoce, mais crítica e mais forte" do que se esperava.

 

Nos últimos 7 dias, mais de 13 mil pessoas deram entrada nos hospitais franceses por causa do coronavírus. Segundo a agência de saúde pública, atualmente são 17,7 mil internados, dos quais 2,7 mil estão na UTI. Isso significa que há 7 vezes mais internados e 4 vezes mais pessoas na terapia intensiva hoje do que quando a França começou o confinamento em 17 de março.

 

Itália
Na Itália, o governo abriu 1,6 mil novos leitos de UTI e decretou o fechamento de algumas atividades, como academias, teatros e cinemas, além de impôr um horário de fechamento às 18h para bares e restaurantes, com o objetivo de frear a curva de contágio em um momento em que se registram cerca de 20 mil novos casos diários e as unidades de terapia intensiva, pouco a pouco, voltam a encher.

 

Atualmente, estão em UTIs italianas 1,284 pacientes com covid-19, número que tem aumentado com cerca de 90 internações diárias, o que cria o temor de que em poucas semanas essas unidades possam voltar ao colapso, como em março, mesmo com o aumento de vagas. A falta de pessoal é outro problema sério.

Por outro lado, na noite de segunda aconteceram cenas de caos em várias cidades do país, como Milão e Turim, durante protestos contra o fechamento às 18h de algumas atividades e dos bares e restaurantes.

 

Polônia
O Ministério da Saúde polonês informou nesta terça que, nas últimas 24 horas, foram registrados 16,3 mil novos casos de coronavírus, um novo recorde em um país que passa por um forte crescimento de contágios, depois de uma primeira onda bem mais suave.

 

Com isso, o número total de infectados na Polônia, está em pouco mais de 280 mil. Entre eles está o presidente do país, Andrzej Duda, que anunciou seu exame positivo na segunda-feira e que "está bem", segundo disse seu porta-voz, Blazej Spychalski.

 

A Polônia teve um forte aumento dos casos de coronavírus nas últimas semanas, registrando vários recordes consecutivos, após ter conseguido manter a pandemia sob controle entre março e junho deste ano, sem ter de recorrer a grandes restrições. O crescimento de agora é exponencial e a previsão é que, ainda esta semana, o país chegue a 300 mil infectados.

 

Reino Unido
O Reino Unido registrou pouco menos de 21 mil novos contágios e 102 mortes por covid-19 segundo os últimos dados oficiais, enquanto os especialistas alertam para um crescimento "exponencial" de contágios no país. Nas últimas 24 horas, 1.142 pessoas precisaram ser hospitalizadas por causa do coronavírus, que causou quase 45 mil mortes e mais de 890 mil contaminados no país.

 

O grupo de especialistas que auxilia o governo indicou que é "quase certo que a epidemia continuará crescendo de maneira exponencial por todo o país". As novas infecções estão aumentando rapidamente por grandes áreas da Inglaterra e também foram detectados surtos significativos na Escócia, Irlanda do Norte e País de Gales.

 

Romênia
Nas últimas 24 horas, 104 pessoas morrera, por conta da covid-19 na Romênia, o novo recorde de falecimentos em um só dia. O governo também informou que foram detecadas 4,7 mil novos casos da doença, Com isso, o total de contaminados desde o início da pandemia passou de 217 mil.

 

Além disso, 824 pacientes continuam em UTIs. O ministro da Saúde, Nelu Tataru, disse na segunda-feira que o país tem 1,2 mil leitos de terapia intensiva nos hospitais, enquanto outras 200 devem ser disponibilizados até o fim do mês. Com o crescimento dos casos em outubro, o governo fechou escolas, bares, restaurantes, cassinos, cinemas e teatros nas maiores cidades romenas.

 

Holanda
As autoridades sanitárias da Holanda informaram que 10,3 mil novos casos foram detectados nas últimas 24 horas, além de 26 mortes de pacientes com covid-19, o que indica que as contaminações continuam aumentando, apesar do confinamento parcial adotado há duas semanas.  Além disso, 2.249 pessoas estão hospitalizadas no país, das quais 506 estão em UTIs.

 

O primeiro-ministro Mark Rutte fará um pronunciamento à população nesta terça, mas já adiantou que não irá anunciar novas medidas e que prefere esperar mais uma semana para poder medir os efeitos das restrições atuais, que incluem o fechamento do setor hoteleiro e a proibição do consumo de bebidas alcoólicas e drogas a partir das 20h.

 

Portugal
Os hospitais portugueses começam a se organizar para enfrentar a próxima semana, que deve ser complicada, com previsão de que as internações podem crescer até 80% e o número máximo de internados nas unidades de terapia intensiva ao longo da primeira onda deve ser superada.

 

Com a pressão sobre o sistema hospitalar crescendo — Portugal tem atualmente 1,6 mil pacientes internados por covid-19, o maoir número de toda a pandemia —, algumas unidades da região de Lisboa e do norte do país, a região mais atingida pela pandemia, começam a avisar que podem ter decisões difíceis nos próximos dias.

 

A pressão sobre esses hospitais é a maior fonte de preocupação da segunda onda em Portugal. A projeção do governo é que, daqui a uma semana, o país possa ter 3 mil internados e cerca de 450 nas UTIs.

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