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sanções 21.10.2020 | 15h08

EUA impõem restrições a 6 veículos chineses por fazer 'propaganda'

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Marcelo Camargo/Agência Brasil

Marcelo Camargo/Agência Brasil

O governo dos Estados Unidos anunciou na quarta-feira (21) que vai restringir a atividade de seis outros meios de comunicação chineses em território americano, incluindo o portal de notícias financeiras e tecnológicas Yicai, por considerar que fazem "propaganda" para o Partido Comunista da China.

 

Além do Yicai, os cinco outros veículos afetados são o Jiefang Daily, o Xinmin Evening News e o Economic Daily, bem como a Beijing Review and Social Sciences in China Press, em inglês, especializada em publicações acadêmicas.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, anunciou as novas medidas durante uma entrevista coletiva e garantiu que Washington "não está colocando nenhuma restrição sobre o que essa mídia pode publicar".

 

“Só queremos ter certeza de que o povo americano, consumidor de informação, pode diferenciar entre as notícias escritas pela imprensa livre e a propaganda distribuída pelo Partido Comunista da China”.

 

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A partir de agora, os Estados Unidos tratarão esses seis veículos como se fossem missões diplomáticas do governo chinês, de modo que os jornalistas estarão sujeitos às mesmas restrições que os diplomatas.

 

Assim como acontece com as legações diplomáticas de qualquer país, agora, esses meios de comunicação terão que informar ao Departamento de Estado os bens que possuem nos Estados Unidos e entregar uma lista com os nomes de seus funcionários, bem como informar quem estão demitindo e eles contratam.

 

Essas restrições se somam às já impostas em fevereiro e março por Washington a outros nove meios de comunicação.

 

Veículos sancionados
Os afetados incluem a agência de notícias Xinhua; Televisão CGTN; a estação China Radio International; o jornal oficial inglês China Daily e a empresa que o distribui, Hai Tian Development USA.

 

O popular canal de televisão estatal CCTV também foi punido pelos EUA; a agência de notícias China News Service, a segunda maior atrás da Xinhua; o People's Daily group, jornal oficial do Partido Comunista da China e, por fim, o Global Times, manchete voltada para questões internacionais pertencentes a esse grupo de mídia.

 

Além disso, em março, os EUA anunciaram limites para o número de funcionários chineses que a Xinhua, CGTN, China Radio International e China Daily podem ter em solo americano.

 

Em resposta às ações de Washington, Pequim expulsou correspondentes do The New York Times, The Wall Street Journal e The Washington Post em março.

 

Da mesma forma, nos últimos meses, ordenou às delegações chinesas desses três jornais, bem como à revista Time e à mídia estatal norte-americana Voice of America, que declarassem por escrito as informações sobre seu pessoal, finanças, operações e bens imóveis no País asiático.

 

As autoridades chinesas também tiveram de repassar esta informação às delegações chinesas das agências noticiosas Associated Press (AP) e United Press International, à rede de televisão CBS e à estação de rádio pública nacional.

 

O pano de fundo do anúncio de hoje de Washington é a guerra comercial que ambas as potências econômicas travam há dois anos, a guerra tecnológica, uma luta latente pela hegemonia e, mais recentemente, a troca de culpas entre Pequim e Washington sobre qual das duas originou a atual pandemia de coronavírus.

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